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Estado de Minas Alto São Francisco

Várzea da Palma: suspeito de estupro teria usado discurso religioso para ganhar confiança das famílias

Supostas vítimas relataram para advogada que o suspeito teria solicitado a autorização dos pais para que as filhas pudessem participar de grupos religiosos que ele coordenava


17/08/2020 18:04 - atualizado 17/08/2020 22:22

Fachada do Centro Pastoral Nossa Senhora da Conceição, em Várzea da Palma, que seria usado para atrair as crianças(foto: Reprodução/Redes sociais)
Fachada do Centro Pastoral Nossa Senhora da Conceição, em Várzea da Palma, que seria usado para atrair as crianças (foto: Reprodução/Redes sociais)

As supostas vítimas do pedreiro e servidor público, suspeito de abusar sexualmente de crianças em Várzea da Palma, no Alto São Francisco, relataram que ele promovia eventos em um prédio da Igreja Católica para atrai-las. A informação é da advogada Ana Luiza França, representante de 11 pessoas que alegam terem sido vítimas de abusos supostamente cometidos pelo homem. 

 

De acordo com a advogada, as vítimas disseram que o suspeito teria promovido ensaios para quadrilhas e outras festividades no salão do Centro Pastoral Nossa Senhora da Conceição, de Várzea da Palma. 

 

Mas, os abusos teriam sido cometidos na residência do suspeito e nas casas de outras pessoas, “durante o terço”.

 

Segundo Ana Luiza, na época dos supostos abusos, quase todas as vítimas (do sexo feminino) tinham entre 8 e 12 anos. O homem também transportaria as meninas de bicicleta e de moto e, nessas ocasiões, teria  "passado a mão nelas”. 

 

As vítimas também disseram que o suspeito, a partir do discurso religioso, conquistava a confiança das famílias. Para tanto, contaram, teria solicitado a autorização dos pais para que as filhas pudessem participar de grupos religiosos que ele coordenava. 

 

Além de terços, as supostas vítimas contaram que teriam participado de grupo de dança, no qual as meninas eram chamadas de “dinamitas”.

 

De acordo com o delegado Guilherme Vasconcelos, que presidiu o inquérito, as vítimas eram de famílias de baixa renda. 

 

A reportagem entrou em contato com o advogado Santiago Átila Santiago, que defende o pedreiro e servidor público, suspeito de abusos sexuais contra crianças em Várzea Palma. O defensor alegou que não pode manifestar sobre o caso porque o processo corre em segredo de Justiça. Mas que seu cliente nega a autoria dos fatos.

 

O delegado Guilherme Vasconcelos também informou que o suspeito, em depoimento durante a fase de inquérito, negou todas as acusações. O inquérito foi aberto em outubro de 2019 e concluído em janeiro de 2020, mas só agora o caso veio à tona. O processo está em andamento na Justiça de Várzea da Palma.


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