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Estado de Minas DESMATAMENTO

Duas cidades mineiras estão entre as 10 com maior perda de Mata Atlântica

Gameleiras, na Região Norte, e Jequitinhonha, no Vale do Jequitinhonha, figuram entre as primeiras no levantamento sobre desmatamento foi divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, com dados de 2018 e 2019


19/08/2020 18:24 - atualizado 19/08/2020 19:04

Desmatamento na Mata Atlântica em Jequitinhonha teve 191 hectares perdidos(foto: Beto Magalhães/EM/D.A Press)
Desmatamento na Mata Atlântica em Jequitinhonha teve 191 hectares perdidos (foto: Beto Magalhães/EM/D.A Press)

Os municípios mineiros de Gameleiras, na Região Norte, e Jequitinhonha, no Vale do Jequitinhonha, estão entre os 10 brasileiros onde houve maior perda de Mata Atlântica entre 2018 e 2019. Os dados sobre o desmatamento foram divulgados na tarde desta quarta-feira (29) no Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) realizada desde 2000. 
 
Segundo o levantamento, no período entre 2018 e 2019, 71% do desmatamento na Mata Atlântica ocorreu em menos de 3% (100) dos municípios do bioma (3.429). No total, cerca de 400 cidades desmataram a floresta nativa neste período, pouco mais que 10% dos municípios do bioma. Essa também foi a média de municípios desmatadores dos últimos 10 anos, apesar de haver uma variação entre 200 e 550 cidades por ano. As informações são do Atlas dos 

Para saber se o detalhamento de cada, se ela fica na Mata Atlântica, quanto ainda há de floresta nela e onde esses fragmentos se localizam, clique aqui. De forma lúdica e prática, a iniciativa Aqui Tem Mata também apresenta os índices de desmatamento no bioma.

O Atlas dos municípios traz informações de todos os remanescentes de vegetação nativa e áreas naturais do bioma acima de três hectares. Para as cidades do Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo é possível obter dados acima de um hectare.

Conforme anunciado pelo Atlas da Mata Atlântica em maio, que traz os dados gerais nacionais e por estado, foram desmatados no período 14.502 hectares – um crescimento de 27,2%, após dois períodos consecutivos de queda – comparado com o período anterior (2017-2018), que foi de 11.399 hectares. Estes dados consideraram desmatamentos acima de três hectares. Clique aqui e acesse os dados nacionais da Mata Atlântica.

“A situação nos municípios comprova o que temos alertado há anos, mas infelizmente o cenário não muda. É de conhecimento das autoridades onde ocorre o desmatamento da Mata Atlântica ano a ano. São poucas regiões, porém com altas taxas de desmatamento e impacto ao meio ambiente. Zerar o desmatamento no bioma passa por priorização do poder público e atuações estratégicas nestes locais“, afirma Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora do estudo, Marcia Hirota.

Segundo Atlas dos Municípios, nos últimos anos de eleição municipal (2012 e 2016) houve um aumento na quantidade de cidades com desmatamento acima de 3 hectares


Ranking do desmatamento


O município campeão de desmatamento entre 2018 e 2019 foi Manoel Emídio (PI), com 879 hectares suprimidos, seguido de Gameleiras (MG) e Canto do Buriti (PI), com 434 e 404 hectares de floresta nativa derrubada, respectivamente.

Veja o ranking completo

Posição  Município / UF                Hectares desmatados

1º          Manoel Emídio (PI)          879
2º          Gameleiras (MG)             434
3º          Canto do Buriti (PI)         404
4º          Nova Laranjeiras (PR)      332
5º          Cotegipe (BA)                 287
6º          Porto Seguro (BA)           240
7º          Guarapuava (PR)            218
8º          São Félix do Coribe (BA)  193
9º          Jequitinhonha (MG)         191
10º        Santa Luzia (BA)             188


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