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Estado de Minas GRANDE BH

COVID-19: Ana Lúcia está entre os bairros mais afetados em Sabará

Ruas do Ana Lúcia se confundem com as do bairro Santa Inês, em Belo Horizonte. Na avenida Contagem, guardas municipais têm autuado comerciantes


18/08/2020 15:27 - atualizado 18/08/2020 18:22

Comércio funcionou nesta terça-feira, na Avenida Contagem(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Comércio funcionou nesta terça-feira, na Avenida Contagem (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
O bairro de Sabará que lidera o ranking de casos positivos da COVID-19 é o Ana Lúcia. No último boletim epidemiológico, divulgado nessa segunda-feira (17), pela secretaria de Saúde do município, dos 910 casos confirmados do novo coronavírus, 224 foram registrados no Ana Lúcia.

Esse bairro tem uma peculiaridade em relação aos demais: pelo acesso da MGC-262, Sabará está a 14 quilômetros da capital mineira, mas o Ana Lúcia, especificadamente, faz divisa direta com Belo Horizonte, e os pedestres que passam por ali têm apenas que atravessar a rua para mudar de cidade.

 

Bairro Ana Lúcia fica na divisa entre Sabará e Belo Horizonte(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Bairro Ana Lúcia fica na divisa entre Sabará e Belo Horizonte (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Esse é o caso da Avenida Contagem que - em determinada altura - de um lado o comércio pertence a Belo Horizonte, mas do outro, os lojistas respondem à Sabará. Com grande fluxo de pessoas, devido às lojas das mais variadas categorias, o Bairro Ana Lúcia tem que seguir o decreto e normas estabelecidas pela prefeitura de Sabará, que, no momento, tem permitido apenas a abertura dos serviços essenciais. Ao contrário de Belo Horizonte, que tem flexibilizado e, em determinados dias da semana, tem permitido a abertura do não essencial. 

 

Nesta terça-feira, no entanto, dia não contemplado para abertura do comércio no plano de Belo Horizonte, o comércio era normal no local. 

 

Segundo a secretária de saúde de Sabará, Nicole Cuqui Alves, a guarda municipal tem atuado em toda a cidade, mas, na Avenida Contagem, no Bairro Ana Lúcia, já houve várias notificações de estabelecimentos que descumprem as regras. Ela explica que o comerciante incidente nessas autuações pode até perder o alvará de funcionamento.   

 

Nicole ressalta ainda que o número elevado de casos nesse bairro talvez se justifique devido ao perfil dos habitantes. “O Ana Lúcia tem uma característica de poder aquisitivo maior, com pessoas com acesso a planos de saúde e condições financeiras para  realizar o teste em laboratórios particulares, mesmo estando assintomáticos”, acredita a secretária, que explica ainda que os testes na rede pública de Sabará são realizados apenas em pacientes com sintomas. 

 

Outro fator apontado pela secretária é que Sabará é considerada “cidade dormitório” porque a grande maioria da população dorme no município, mas trabalha em Belo Horizonte. “O trânsito é feito cotidianamente entre essas duas cidades o que coloca as pessoas em situação de risco em ter que se deslocar”.

 

Aumento do número de óbitos

Sabará contabiliza 37 mortes confirmadas pela COVID-19. Esse número assustou quem vem acompanhando os boletins epidemiológicos da cidade, já que na segunda-feira (17) marcavam-se 30 óbitos.

 

Segundo a secretária de Saúde, isso não é algo para a população se alarmar, já que esse aumento se deu devido a um atraso na informação gerada no sistema. “A Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG) alterou a forma de captar os dados e confirmar os óbitos. Antes, havia um atraso de muitos dias, podendo demorar até 10 dias para uma confirmação oficial. Agora, há o Sistema de Informação de Vigilância da Gripe, que é mais rápido e quase que imediato. O que ocorreu em Sabará é que estávamos com os óbitos esperando para serem confirmados no sistema, o que gerou esse grande número de um dia para o outro”.  

 

 

 


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