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Estado de Minas GOLPE DO CARTÃO

Polícia Militar prende, em BH, estelionatário envolvido no golpe do cartão de crédito

Os golpes, via telefone, são aplicados a partir de chamadas oriundas de São Paulo, a sede do grupo


04/08/2020 22:00 - atualizado 05/08/2020 00:54

Os golpes, via telefone, são aplicados a partir de chamadas oriundas de São Paulo, a sede do grupo(foto: PM/divulgação)
Os golpes, via telefone, são aplicados a partir de chamadas oriundas de São Paulo, a sede do grupo (foto: PM/divulgação)
A Polícia Militar de Minas Gerais prendeu nesta terça-feira, com a ajuda de uma vítima e de um motorista de Uber, um integrante de grupo de estelionatários que aplica o golpe do cartão. A prisão ocorreu na Zona Sul de Belo Horizonte. Foram apreendidos seis cartões, quatro máquinas de cartões, R$ 3.020,00 em dinheiro, um celular e um papelote de cocaína. A prisão possibilitará à Polícia Civil chegar aos líderes da quadrilha, em São Paulo. 

O golpe funciona da seguinte forma: 
  • a vítima recebe um telefonema, supostamente de uma operadora;
  • ela é orientada a passar os dados do cartão de crédito e confirmar dados;
  • durante a chamada, ela é informada que o cartão está inoperante;
  • a vítima é orientada a entregar o cartão a um motorista, supostamente da operadora, mas que é ligado à quadrilha ou trabalha com encomendas;

A Central 190 da PM recebeu um comunicado de uma pessoa que contou suspeitar que estivesse sendo vítima do ‘golpe do cartão de crédito’. Policiais militares comandados pelo tenente Beltrão foram enviados para o local. Depois de conversarem com a vítima, montaram uma campana para pegar o motorista de Uber que iria apanhar o seu cartão, conforme tinha sido combinado pelo telefone.

Os policiais se posicionaram no local combinado e prenderam o motorista de Uber assim que ele chegou ao endereço. O chofer contou que recebeu pedido, via aplicativo, para levar uma encomenda (o cartão) até outro local.

Os policiais constataram que o motorista falava a verdade, confirmando na central de operação do Uber que ele tinha sido contratado para esse serviço.

O motorista passou, então, aos policiais, informações de onde deveria entregar o cartão. A partir daí, foi montada a operação para prender o estelionatário. Um segundo integrante da quadrilha conseguiu fugir.

O estelionatário confessou o crime e levou os policiais a dois hotéis, onde ele e o parceiro de golpe estavam hospedados. Nos quartos foram encontrados os cartões e as máquinas de clonar cartões.


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