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Estado de Minas

Vacina contra o coronavírus pode chegar a Minas nesta semana para testes

Doses da Sinovac devem ser aplicadas em 800 voluntários da área da saúde no estado. Se os testes tiveram sucesso, Instituto Butantan deve passar a fabricar o imunizante em 2021


28/07/2020 11:07 - atualizado 28/07/2020 13:24

Profissional mostra uma das doses que começaram a ser testadas em São Paulo na semana passada(foto: Instituto Butantan/Divulgação)
Profissional mostra uma das doses que começaram a ser testadas em São Paulo na semana passada (foto: Instituto Butantan/Divulgação)


As doses da CoronaVac, vacina desenvolvida na China contra o coronavírus, e placebos que serão utilizados nos testes no Brasil podem chegar a Minas Gerais nesta semana. Essa é a expectativa do Instituto Butantan, de São Paulo, que coordena os estudos no país. 

O imunizante é produzido pela farmacêutica Sinovac e está na terceira fase de ensaios clínicos. Segundo o instituto, as 20 mil doses que serão distribuídas em 12 centros de pesquisa chegaram ao país no último dia 20. 

Nesta terça-feira, a assessoria de imprensa do instituto informou ao Estado de Minas, os testes começaram no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), na capital. A partir desses primeiros testes, será definido o protocolo para os demais centros. 



Em Minas Gerais, os testes serão realizados pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em 16 de julho, a instituição começou as inscrições para selecionar 800 voluntários da área da saúde para receberem as doses. Até então, a expectativa era que as aplicações começassem na semana passada.

O Estado de Minas entrou em contato com a universidade por e-mail e aguarda resposta. Amanhã, o tema deve ser abordado em um evento online da instituição com a participação do professor Mauro Teixeira, coordenador do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos (CPDF) do ICB, envolvido nos testes da CoronaVac em Minas. 

O Instituto Butantan, em parceria com o governo do estado de São Paulo, também lançaram uma plataforma para selecionar voluntários a nível nacional. Segundo a assessoria do Butantan, as inscrições ainda estão disponíveis pela internet e, se uma pessoa atende aos critérios, ela recebe a indicação de qual centro de pesquisa deve procurar, de acordo com o local onde reside. Em todo o país é necessário que o voluntário seja profissional da saúde que esteja atendendo a pacientes com a COVID-19.

Além da UFMG e da USP, os testes serão realizados nos seguintes locais:

  • Instituto de Infectologia Emílio Ribas
  • Hospital Israelita Albert Einstein
  • Universidade Municipal de São Caetano do Sul
  • Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas)
  • Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto Universidade de Brasília (UnB)
  • Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas de Fiocruz (Rio de Janeiro)
  • Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
  • Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná

Ainda segundo o Instituto Butantan, uma comissão de pesquisadores internacionais vai acompanhar o andamento de todos os testes. Se houver sucesso, a vacina será produzida no instituto já no ano que vem. 


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