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Estado de Minas

Volta às aulas: "Governo demonstra desconhecimento da estrutura das escolas", diz sindicato

Entidade é contra a reabertura das escolas no momento em que Minas Gerais vive seu período de maior contágio do coronavírus


17/07/2020 20:15 - atualizado 17/07/2020 20:35

Aulas em escolas estaduais de Minas estão suspensas desde 18 de março (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Aulas em escolas estaduais de Minas estão suspensas desde 18 de março (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) se posicionou contrário, na noite desta sexta-feira (17/7), sobre a afirmação do governador Romeu Zema a respeito da volta às aulas em Minas Gerais. O governador disse que as escolas serão reabertas ainda no segundo semestre, mas sinalizou que não deve ser em agosto
 
Para o Sind-UTE, não é momento de o estado pensar na volta às aulas: "Qualquer afirmação é prematura. Estamos vendo vários estudiosos afirmando sobre os riscos da volta às aulas em setembro. A afirmação do governo a respeito de uma data só mostra seu desconhecimento da estrutura das escolas. É completamente prematuro voltar com riscos. Vamos primeiramente ouvir a ciência para emitir qualquer opinião", ressalta Denize Romano, coordenadora-geral do sindicato.

As aulas em escolas públicas estaduais estão suspensas desde 18 de março. O governo propôs o modelo de aulas remotas, via internet e TV, para os cerca de um 1,7 milhão de estudantes da rede. Desde 18 de maio, as aulas remotas estão em vigor, mas o próprio estado admitiu recentemente que a medida não surte o mesmo efeito, sobretudo porque vários alunos não têm TV ou internet em casa.

Denize explica que o governo não mensurou o perigo da doença em todo o estado, com aumento de casos e mortes. "Não é a primeira vez que o governo faz uma afirmação sobre volta às aulas sem apresentar proposta completa. Os números de mortes e casos só crescem no estado e sempre defenderemos a vida de estudantes e profissionais da educação. Sabemos que escola envolve muita aglomeração", explica. 

Apesar dos riscos de contágio, ela entende que existe uma aflição desde a suspensão das aulas: É uma angústia enorme para a coumindade escolar, que envolve pais, estudantes e professores. Estamos desde março sem aulas, mas continuamos em curva ascendente em relação à doença. É uma questão de analisar os próprios dados que o governo divulga, com subnotificações".
 

Escolas particulares  

Em nota, o Sindicato dos professores das escolas particulares de Minas (Sinep-MG) também se posicionou em relação à afirmação de Zema: "O SinepMG participou de uma reunião no dia 7 de julho com o Comitê Covid-19, juntamente com a Secretaria de Educação, onde foi apresentado um documento de orientação para o retorno das atividades que o SinepMG fez juntamente com a Associação Mineira de Epidemiologia e Controle de Infecções (Ameci), para que as instituições de ensino possam se preparar com o máximo de antecedência possível. Tendo em vista que a suspensão das aulas se deu devido a uma questão de saúde pública, as escolas particulares aguardam as orientações do Governo do Estado para este retorno".


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