
Belo Horizonte já registrou 56 profissionais de saúde infectados pelo novo coronavírus, conforme boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura nesta terça-feira (5).
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, 1.540 servidores da área já foram testados para a doença, com 1.347 resultados negativos e 134 ainda em investigação.
Os dados do governo consideram testes realizados a partir de 21 de março. Gráficos disponibilizados pelo Executivo municipal mostram que houve uma maior coleta de amostras sanguíneas dos profissionais de saúde no início da pandemia, no fim de março.
Por outro lado, a porcentagem de casos positivos entre os profissionais da saúde cresceu a partir da segunda quinzena de abril, conforme observado também nos diagnósticos em geral.
Casos graves
O balanço da prefeitura também mostra como os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) cresceram conforme o avanço da pandemia. Até 7 de março de 2020, por exemplo, nunca, neste ano, uma semana epidemiológica havia fechado com mais que cinco casos de SRAG em Belo Horizonte.
A partir da semana epidemiológica 11 (de 8 a 14/3), os números dispararam. Entre os dias 22 e 28 de março, por exemplo, foram registrados 32 casos de síndrome respiratória aguda grave, todas ligadas ao novo coronavírus.
Até 2 de maio, a prefeitura registrou 91 quadros graves da COVID-19. Entre esses, 22 resultaram em morte, uma taxa de letalidade, entre os casos de maior gravidade, de 24,1%.
Quadro geral
Belo Horizonte tem, conforme o último levantamento divulgado nesta terça, 851 casos confirmados da COVID-19, além das 22 mortes já citadas.
Considerando todos os casos confirmados, isto é, também aqueles sem gravidade, BH tem uma taxa de letalidade de 2,58%. O dado é bastante inferior à taxa do Brasil, que é de 6,8%.
