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Estado de Minas

Remexe Favelinha: máscaras produzidas por ateliê são destaque no New York Times

Com a visibilidade, a cooperativa de moda do Lá da Favelinha gera renda para os moradores do Aglomerado da Serra


postado em 11/04/2020 11:13 / atualizado em 11/04/2020 13:46

Cysi dos Anjos mostra um dos modelos de máscaras confeccionadas pelo Lá da Favelinha(foto: Kdu dos Anjos/Divulgação)
Cysi dos Anjos mostra um dos modelos de máscaras confeccionadas pelo Lá da Favelinha (foto: Kdu dos Anjos/Divulgação)

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, orientou a população para que, ao sair de casa em casos extremos de necessidade, use máscaras, dando preferência às confeccionadas de maneira artesanal. Muita gente entrou nessa corrente para a fabricação da proteção.

O trabalho de confecção de máscaras da cooperativa Remexe Favelinha, do Centro Cultura Lá da Favelinha, no Aglomerado da Serra, ganhou projeção internacional. O jornal de maior alcance mundial The New York Times estampou as máscaras feitas pelo coletivo mineiro com fotos de jovens protegidos com estampas fashion.

 

A orientação tem o sentido de garantir que não faltarão máscaras cirúrgicas para os profissionais de saúde na linha de frente no combate à COVID-19. E muita gente se dispôs a ajudar na confecção.

 

 

 

As fotos das máscaras do Lá da Favelinha foram feitas pelo fotógrafo mineiro Douglas Magno. O idealizador do projeto, Kdu dos Anjos, repostou as imagens nas redes sociais neste sábado (11). Em conversa com Estado de Minas, ele revelou que de centenas de máscaras produzidas, a cooperativa passou a confeccionar milhares após a visibilidade que o projeto ganhou.

 

Miliana Rodrigues é uma das costureiras da cooperativa Remexe Favelinha(foto: Kdu dos Anjos/Divulgação)
Miliana Rodrigues é uma das costureiras da cooperativa Remexe Favelinha (foto: Kdu dos Anjos/Divulgação)

 

A meta é produzir 6 mil peças ao mês, no valor de R$ 5 cada uma. A renda gerada com a venda é revertida para a sustentabilidade das costureiras e do projeto. As máscaras seguem protocolo e orientações fornecidos pelo Ministério da Saúde para a o desenvolvimento artesanal da proteção facial. Além de seguras, são lindas, o que atrai o interesse de um número maior de compradores. 



 

Proteção contra a COVID-19 para moradores da comunidade e de outros bairros da capital mineira, as máscaras se transformaram em renda para as costureiras.

 

"A nossa pegada é bem social, apesar de ser fashion", afirmou Kdu. O número de pessoas no ateliê de costura aumentou com o crescimento na demanda. "Está saindo muito. Contratamos mais costureiras. São oito e um cortador profissional no morro. Ele corta com velocidade e precisão. São 12 motoboys para fazer a entrega, quatro pessoas na logística e cortando elástico. Ao todo são 25 pessoas", explicou.

 

A venda é feita nos perfis em rede social do Lá da Favelinha Remexe Favelinha. Em uma semana, fizeram 2 mil e já têm 10 mil pedidos em. Não há venda presencial e o lucro das vendas é dividido de forma igualitária para todos envolvidos na confecção.


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