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Estado de Minas COVID-19

MG: ampliação do bolsa merenda só será possível com auxílio do setor privado

Segundo Elizabeth Jucá, secretária de Desenvolvimento Social, estado não tem recursos suficientes para expandir a iniciativa


postado em 08/04/2020 15:56 / atualizado em 08/04/2020 18:47

 

Elizabeth Jucá esteve na Assembleia para prestar conta das ações tomadas para enfrentar pandemia(foto: Guilherme Bergamini/ALMG )
Elizabeth Jucá esteve na Assembleia para prestar conta das ações tomadas para enfrentar pandemia (foto: Guilherme Bergamini/ALMG )
Segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Elizabeth Jucá, o governo de Minas Gerais não tem em caixa recursos necessários para expandir bolsa merendaauxílio mensal de R$ 50 destinado aos alunos da rede estadual de ensino em situação de pobreza extrema. Durante reunião com deputados estaduais nesta quarta-feira, na Assembleia Legislativa, a chefe da pasta disse que o estado tenta articular, junto a empresários, um aporte suplementar para ampliar o programa.

“O governador e o secretário de Fazenda já falaram que nossa queda de arrecadação vai ser imensa, mas estamos tentando, junto à sociedade civil, captar recursos para ajudar, até mesmo, caso seja possível, alunos da rede municipal”, disse ela. Na semana passada, Gustavo Barbosa, responsável pela secretaria de Fazenda, afirmou que o déficit orçamentário de Minas Gerais pode chegar a mais de R$ 20 bilhões após a crise do novo coronavírus.


A proposta deve contemplar 380 mil estudantes, cujas famílias têm renda mensal de até R$ 89 por pessoa. Os núcleos precisam estar inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal.

Ao ser questionada por alguns parlamentares sobre a possibilidade de ampliação do bolsa merenda, Elizabeth Jucá apontou que os valores serão pagos com apoio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que vai responder por R$ 20 de cada benefício. Deputados lembraram que há alunos da rede estadual que, embora não estejam em situação de extrema pobreza, têm poucos recursos e precisam de ajuda para enfrentar a crise. 

“Para dar os R$ 50 aos 380 mil alunos em situação de extrema pobreza foi difícil e, sem o apoio do Ministério Público, sequer conseguiríamos. Antes de atender às redes municipais, temos outros 153 mil alunos da rede estadual [para auxiliar]”, pontuou, em menção às crianças e adolescentes que compõem famílias que estão pouco acima da linha da pobreza. Elizabeth disse que, caso a pasta receba aportes extras, há a possibilidade de ampliar o bolsa merenda.

 

Os alunos vão receber os recursos por meio de um vale-alimentação. De acordo com a secretária, a ideia é que os primeiros beneficiários comecem a receber os cartões em dez dias úteis contados a partir da próxima segunda (13). O decreto que regulamenta o bolsa merenda deve ser publicado pelo governo até o fim desta semana.

População de rua

Segundo a responsável pela secretaria de Desenvolvimento Social, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) vai instalar, em Belo Horizonte, Betim, Contagem, Teófilo Otoni e Montes Claros, pontos de água para higienização. O objetivo é evitar que pessoas em situação de rua estejam mais vulneráveis ao vírus.

Proteção individual

Elizabeth Jucá falou também sobre outras medidas tomadas pela secretaria para amenizar os efeitos da COVID-19. Segundo a secretária, a pasta tem incentivado a produção de máscaras por parte de artesãos e outros profissionais da economia popular solidária. Foram adquiridos equipamentos de proteção indiviual (EPIs) para os profissionais da assistência social.

A Defesa Civil vai auxiliar a secretaria, destinando as cestas básicas que recebe aos povos e comunidades tradicionais do estado, como tribos indígenas e quilombolas.

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