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Estado de Minas COVID-19

Assembleia Legislativa e UFMG firmam acordo de cooperação para enfrentar pandemia de coronavírus

Reitora da universidade entregou, ao presidente do Parlamento, relatório sobre a situação dos leitos gerais e de UTI no estado


postado em 08/04/2020 14:26 / atualizado em 08/04/2020 19:24

Acordo entre as instituições foi firmado na tarde desta quarta-feira.(foto: Guilherme Bergamini/ALMG)
Acordo entre as instituições foi firmado na tarde desta quarta-feira. (foto: Guilherme Bergamini/ALMG)
A Assembleia Legislativa e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) oficializaram, nesta quarta-feira, um protocolo de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. A parceria prevê a soma de esforços para monitorar o avanço da infecção, construir documentos que contenham informações técnicas sobre a doença e, ainda, desenvolver campanhas de orientação aos cidadãos. A UFMG entregou, ao presidente da Assembleia, Agostinho Patrus (PV), uma análise sobre a oferta de leitos no estado.

O acordo de cooperação foi assinado pelo presidente do Parlamento Mineiro e pela reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart. Durante a cerimônia de assinatura do protocolo, Agostinho destacou alguns pontos do relatório feito pela universidade.

O texto diz que a sobrecarga de leitos gerais pode ser observada caso 1% da população seja infectada em três meses. Nesse cenário, seis microrregiões teriam a capacidade de atendimento comprometida. Caso o percentual seja atingido em seis meses, apenas duas microrregiões seriam sobrecarregadas.

Quanto às unidades de terapia intensiva (UTIs), se 1% da população contrair o vírus em um semestre, as macrorregiões do Jequitinhonha, Triângulo Norte, Nordeste, Sul e Centro-Sul do estado não conseguirão comportar a demanda. Se a taxa de infecção for atingida em um mês, a situação pode se agravar, visto que 36% das microrregiões do estado enfrentariam a superlotação.

Segundo o presidente da Assembleia, os diversos cenários traçados pelo estudo tornam essenciais as medidas de restrição social. “Isso demonstra a necessidade do isolamento, para estender ao máximo a curva [de casos da doença] e causar o menor dano possível às pessoas e ao serviço de saúde”, salientou.

O estudo entregue à Assembleia aborda, também, os respiradores. Com a taxa de infecção de 1% atingida em 30 dias, apenas a região do Jequitinhonha teria dificuldades.

De acordo com levantamento feito por UFMG e Ministério da Saúde, caso não sejam construídas ações paliativas, como os hospitais de campanha, Belo Horizonte pode sofrer com a ausência de leitos já no fim deste mês.

Auxílio técnico

Segundo Agostinho, os conteúdos técnicos elaborados pela UFMG vão ajudar os parlamentares a formatar projetos de enfrentamento à pandemia. “Em um momento de discussão sobre o melhor método [de enfrentar o coronavírus], nada melhor que se aliar à ciência e ao conhecimento”, afirmou.

“Estamos à disposição para fornecer estudos e análises que possam auxiliar as deputadas de deputados em suas tomadas de decisão, e também, na divulgação de medidas à população. Estamos trabalhando, junto ao governo do estado e aos municípios, para combater a COVID-19”, destacou a reitora da universidade.


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