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Estado de Minas

Empresário de JF faz campanha para produzir milhares de máscaras para hospitais

A ideia de produzir os equipamentos, que servem de proteção para enfermeiros e médicos, inspirou-se em ação de universidade de Juiz de Fora


postado em 31/03/2020 12:16 / atualizado em 31/03/2020 16:14

(foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)
A pandemia do novo coronavírus revela o lado mais solidário e criativo das pessoas em todo o mundo. Um dos muitos bons exemplos em Minas vem de Juiz de Fora. O proprietário do Galpão do Laser, Marcelo Andrade Soares, de 48 anos, colocou a sua fábrica para produzir máscaras, um dos principais equipamentos de proteção individual usados por enfermeiros e médicos que atendem pacientes da COVID-19. Profissionais da saúde vêm denunciando a falta desses equipamentos nos hospitais brasileiros. Veja o vídeo.

 

 

 

Marcelo gravou um video em que pede ajuda para ampliar a produção da fábrica. O vídeo viralizou e a campanha de financiamento coletivo arrecadou R$ 11,8 mil até a manhã de terca (31). A meta é arrecadar R$ 50 mil.  Veja como doar. 

 

No vídeo, Marcelo explica que devido às ações de isolamento social sua empresa estava parada. No entanto, ao ver a confecção de máscaras pela Universidade Federal de Juiz de Fora, percebeu que poderia colaborar. Na universidade, a produção fica a cargo de uma impressora 3D que pode fazer até 15 máscaras por dia. 

 

Com a máquina funcionando a pleno vapor, Marcelo acredita que consegue produzir até 4 mil máscaras por dia.  A ajuda é fundamental para que retome as atividades da fábrica. “Estou literalmente falido. Tinha contrato com grandes empresas no Brasil todo. Com a crise, eu tive que ir demitindo os meus funcionários até ficar sozinho”, contou.

 

A empresa já está produzindo centenas de máscaras por dia, mas Marcelo garante que com os recursos da campanha passará para a casa do milhar. As especificações técnicas do equipamento seguem normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

 

A adequação técnica está a cargo da médica-cirurgiã Maria Augusta Marques Sampaio de Souza. "Por ser um quipamento de proteção é preciso que seja seguro. Tem que ser feita com material, que vai dar segurança ao profissional", diz. As primeiras máscaras confeccionadas serão inspecionadas pela Anvisae distribuídas para hospitais públicos e privados. "Já  estamos produzinh. Estamos esperando as doações para fazer escalada da produção, de centenas de máscaras vamos para milhares."

 

A médica explica que a máscara, que mais parece um visor, é colocada por cima da máscara N95, aquela de tecido. "Usa por cima para que não venham gotículas e sangue no rosto do profissional. Também não deixa molhar a máscara N95. É fundamental o uso para o tratamento do paciente doente", diz. O valor arrecadado será usado na compra de insumos: o arco é feito  de PLA e a viseira de acetato. 

 

A empresa Galpão do Laser realiza serviços de corte a laser em grandes formatos e em materiais diversos para transformá-los em itens de decoração e presentes personalizados, hoje, está totalmente parada. 

  

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