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Estado de Minas

Entidade pede ajuda para doar ítens à população de rua em BH

Há 15 dias o grupo vem formulando ações para ajudar a população de rua com doação de alimentos e kits de higiene. Saiba como colaborar


postado em 31/03/2020 10:24 / atualizado em 31/03/2020 12:54

Doações recolhidas na quadra do Colégio Santo Antônio(foto: Pastoral Nacional do Povo da Rua/Divulgação)
Doações recolhidas na quadra do Colégio Santo Antônio (foto: Pastoral Nacional do Povo da Rua/Divulgação)


Um dos grupos que estão em risco durante a pandemia do novo coronavírus é a população de rua. Belo Horizonte tem quase 5 mil pessoas nessa situação. Para tentar ajudar durante esse período, a Pastoral Nacional do Povo da Rua precisa de ajuda para arrecadar alimentos, kits de higiene e outros itens para distribuir a essas pessoas. 

A irmã Cristina Bove, da Pastoral, lembra como foi a tensão dos moradores de rua com o início do isolamento social na capital. "No primeiro dia foi assustador porque as pessoas estavam sem informação nenhuma. Eles só viram que todo mundo desapareceu, não tinha mais distribuição de alimentos, e quem aparecia estava de máscara", recorda.
 
Há 15 dias o grupo vem formulando ações para ajudar a população de rua. No primeiro fim de semana com os restaurantes populares fechados, 3 mil marmitas foram distribuídas com o auxílio de voluntários. A irmã Cristina também conta que eles receberam água da Copasa para entregar às pessoas, e também vêm montando kits de higiene com álcool em gel e sabonetes. 

Quem quiser ajudar, pode procurar o Colégio Santo Antônio, na Savassi. O recebimento e a triagem dos produtos são feitos na quadra da instituição de ensino até nos finais de semana. Também foi disponibilizada uma conta bancária para doações. Veja mais detalhes abaixo:

Saiba como doar(foto: Pastoral Nacional do Povo da Rua/Divulgação)
Saiba como doar (foto: Pastoral Nacional do Povo da Rua/Divulgação)


"A situação na rua é muito tensa, porque lá a pessoa realmente aparece em sua nudez, não tem nada, está no anonimato, perdida na cidade. Eles estão inseguros", ressalta a irmã Cristina Bove. 

Morador de rua morto após pegar marmitex


No último fim de semana, um crime deixou o clima ainda mais tenso. Pouco depois de ganhar um marmitex, um morador de rua foi morto a facadas por outro no Centro da capital. Um áudio em que uma pessoa que seria voluntária de uma ação para distribuição de alimentos fala do crime circulou pelas redes sociais. 

Segundo a Polícia Militar (PM), o homem identificado como Wagner Vinícius Ventura Machado, de 41 anos, foi atacado na Rua Espírito Santo na noite de sábado. Militares que faziam uma batida policial no Hipercentro viram um homem correndo com uma faca na mão na Rua dos Caetés e as pessoas próximas apontaram dizendo que houve uma briga.
 
O homem tentou fugir, mas foi abordado pelos militares. As testemunhas disseram que ele havia esfaqueado uma pessoa. Chegando ao local do crime, a vítima era socorrida por alguns enfermeiros, mas a morte foi confirmada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O homem de detido pelo crime tem 28 anos e precisou ser levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro-Sul. De acordo com a polícia, ele alegou ter cometido o crime porque sofreu uma tentativa de agressão da vítima. Na versão dele, William queria cobrar uma dívida de R$ 30 reais em drogas que ele já teria pago. Durante a discussão, o homem teria tentado agredi-lo e ele usou a faca, que jogou fora na fuga. A arma do crime foi localizada. 

No entanto, segundo a PM, testemunhas indicam outra versão para o crime. Os profissionais da saúde que socorreram William na rua disseram que passavam de carro quando viram eles discutindo por causa do marmitex. Em seguida, o homem foi esfaqueado. O áudio citado anteriormente também dá a entender que eles teriam brigado por causa da comida. 

O corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) e o caso será investigado pela Polícia Civil. O suspeito foi levado para uma das unidades da Central de Flagrantes (Ceflan). 

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