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Estado de Minas BALADA EM BH

Coronavírus não tira o pique dos 'quarenteners' de BH

Obrigados a se isolar dentro do quarto, jovens se divertem em eventos de música eletrônica on-line. 'Dá pra curtir demais em casa. É só pôr o fone de ouvido no talo', diz o DJ João Andrade


postado em 29/03/2020 04:00 / atualizado em 28/03/2020 22:49

Música eletrônica tem divertido jovens obrigados a se isolar dentro de casa(foto: Internet/reprodução)
Música eletrônica tem divertido jovens obrigados a se isolar dentro de casa (foto: Internet/reprodução)


O fim de semana chegou. Bares fechados, festas canceladas e cinemas interditados são a rotina de BH. E é assim que tem que ser: mantenham-se em casa. Nesta época de quarentena ou isolamento social, a gente sente falta de encontrar com os amigos, de tomar aquela cerveja gelada no boteco do Centro e de se jogar naquela balada até o amanhecer.
 
Ainda não temos previsão de quando tudo irá se normalizar. Mas a tecnologia é aliada nesta hora. Já pensou em assistir ao DJ de quem você gosta em tempo real? Ou se emocionar em um festival deitado na sua cama? E em beber uma cerveja enquanto conversa, simultaneamente, com seus cinco amigos como se estivessem em uma mesa no bar? Quem sabe até uma rodada de War?
Pois é, os “quarenteners” – é assim que as pessoas em isolamento social se chamam – não se intimidam diante da pandemia. 
 
Pela primeira vez em 10 anos, a casa noturna Dduck Dclube, na Savassi, interrompeu suas atividades. “Desejamos muita saúde e força pra todos, logo menos nos vemos na pista”, é o que diz o recado publicado nas redes sociais informando sobre o fechamento da animada pista.
 
Porém, a casa noturna inaugurou o projeto Dduck Sessions, no qual, semanalmente, três DJs fazem lives no Facebook. No dia 20 à noite, a social mídia Bárbara Donhini, de 25 anos, conferiu, virtualmente, o som de Luiz Bukzem.
 
“Neste momento de isolamento, é um alívio ver um espaço de BH trazendo alternativas para os produtores culturais locais. É bom pro DJ e ótimo pra quem tá em casa, preocupado com a pandemia, ter um momento de descontração, rir com os amigos no chat, dar uma dançada. Espero que mais casas adotem projetos assim”, diz ela.
 
O estudante de medicina veterinária Bruno Alves Carvalho, de 29, também conferiu a live. “A iniciativa é fantástica. A gente encontra amigos nos chats (da live feita pelo Facebook) que não vemos com muita frequência, ouvimos músicas de que gostamos, ajudamos os amigos DJs e ainda saímos da rotina”, afirma.
 
Bruno se divide entre assistir a aulas on-line da faculdade, aprender novas receitas na cozinha, assistir a filmes e conversar com os amigos pela rede social. “Dá pra curtir de casa sim. Precisamos de coisas assim nesses momentos”, diz.

OPORTUNIDADE João Andrade, de 25 anos, é DJ na capital mineira. Todos os eventos dele foram cancelados por conta da pandemia do coronavírus. João comemora a videotransmissão em tempos de isolamento social. “É uma grande oportunidade para o DJ e o público se conectarem, mesmo não presencialmente. E, sim, dá pra curtir demais em casa. É só botar a caixa de som ou fone de ouvido no talo, chamar todos os amigos para a live e curtir”, garante o DJ.
 
“Tenho observado que o número de lives vem crescendo absurdamente, tanto quanto o número de espectadores on-line. Acredito que, até o fim deste período de quarentena, esse será um pilar bem interessante no entretenimento das pessoas em casa”, afirma o DJ.
Festas como a 1010 e a Masterplano, de relevância no circuito eletrônico de BH, têm disponibilizado sets para os clubbers curtirem em casa.
 
 No caso da 1010, foi liberada a lista de músicas da última festa, que ocorreu no carnaval. A produção ainda convidou as pessoas a participarem do grupo via Telegram, onde estão sendo compartilhados conteúdos.


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