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Estado de Minas POLÍCIA

PF prende procurado pela Interpol em voo com deportados dos EUA que chegou a Confins

Homem era membro de organização criminosa que operava no Vale do Rio Doce com participação de políticos, empresários, agentes penitenciários e fazendeiros. Ele é acusado de homicídio


postado em 27/03/2020 22:18 / atualizado em 27/03/2020 22:28

Imagem meramente ilustrativa(foto: Carlos Altman/EM/D.A Press)
Imagem meramente ilustrativa (foto: Carlos Altman/EM/D.A Press)

 

Um homem de 50 anos, foragido internacional, que figurava na lista de Difusão Vermelha da Interpol, foi preso nesta sexta-feira assim que desembarcou no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele havia fugido para Boston, em Massachusetts, em 2017 e era procurado desde então por envolvimento em uma organização criminosa que atuava na Região do Vale do Rio Doce.

 

Ele tinha um mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio. O documento foi expedido pela comarca de Conselheiro Pena, no Vale do Rio Doce, de acordo com a Polícia Federal (PF), responsável pela detenção.

 

Além da PF, a Agência de Imigração Americana (Ice) e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Governador Valadares participaram da ocorrência.

 

Os órgãos conseguiram avançar na prisão do acusado depois da execução da Operação “La Famiglia”, ocorrida em novembro de 2018, quando diversas autoridades foram às ruas para cumprir 42 mandados de prisão contra 29 alvos em Minas Gerais, em outros três estados (Bahia, Ceará e Maranhão) e também fora do Brasil.

 

A operação tinha como alvo justamente a quadrilha em que o deportado atuava. A organização contava com políticos, policiais, agentes penitenciários e fazendeiros.

 

De acordo com a PF, o grupo comandava crimes em Minas como extorsão, corrupção ativa e passiva, concussão e homicídios por recompensa desde os anos 1990.

 

O acusado passou por exame de corpo de delito e foi encaminhado ao Complexo Penitenciário Nélson Hungria, onde vai permanecer à disposição da Justiça. Se condenado, sua pena pode chegar aos 30 anos de reclusão.


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