Publicidade

Estado de Minas COVID-19

Coronavírus: Kalil cancela férias de servidores da saúde, fecha clubes e feiras em BH

Prefeito da capital determinou, ainda, o esvaziamento de prédios públicos


postado em 17/03/2020 17:00 / atualizado em 17/03/2020 19:13

Alexandre Kalil (PSD) anunciou uma série de ações para tentar conter o avanço do coronavírus(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Alexandre Kalil (PSD) anunciou uma série de ações para tentar conter o avanço do coronavírus (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), comunicou nesta terça-feira, uma série de medidas que serão adotadas pelo Executivo municipal para tentar evitar a disseminação do coronavírus. Entre as ações estão o cancelamento das férias de profissionais da saúde, o fechamento de clubes de lazer e parques, a suspensão das aulas nas EMEIs, o cancelamento das feiras populares e o esvaziamento de prédios públicos do município.

“A Secretaria de Saúde continua, a Segurança Pública continua. E o prefeito continua no gabinete atendendo a todos os secretários. Mas determinei o esvaziamento de todos os prédios da prefeitura de BH, com cada um fazendo a escala mínima. Não é ponto facultativo. Estarão todos trabalhando de suas casas, em contatos com seus secretários e os secretários em contato com o prefeito, até pessoalmente. Estarei em meu gabinete em mais essa crise que Belo Horizonte vai enfrentar”, disse o prefeito.

Vários locais de possível aglomeração estão no foco das ações da prefeitura. “Velórios e cemitérios vão acertar o tempo com a Secretaria de Saúde. Cinemas, teatros, shows e feiras, todas as feiras estão suspensas”, afirmou o político.

Estão suspensos, também, os fechamentos de ruas e avenidas da capital para lazer, que geralmente ocorriam aos domingos em vários bairros.

Alguns setores seguem trabalhando

O prefeito disse que a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) continuará a reconstrução dos estragos causados pelas chuvas “com efetivo mínimo no administrativo e máximo na ponta da rua.” O mesmo deve acontecer com a BHTrans e a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).

Os restaurantes populares seguem funcionando, mas num regime diferente. As pessoas pegarão as refeições e deverão se retirar do salão, para evitar aglomeração. As administrações regionais também terão atendimento mínimo.

“As creches têm autonomia para continuar ou não, porque são locais de pouca circulação”, ponderou Alexandre Kalil.

As medidas foram divulgadas pelo prefeito por meio do Facebook. “A gravidade do assunto é tamanha, que nem coletiva podemos convocar, para evitar a aglomeração de pessoas”, disse Kalil.

Prazo indeterminado

As medidas anunciadas por Alexandre Kalil não têm prazo para terminar. Segundo o prefeito, as ações serão monitoradas de acordo com o avanço ou o recuo dos casos de contaminação por coronavírus em Belo Horizonte.

"É uma coisa que vai mudando. Os próprios infectologistas não sabem o tempo disso. Nós podemos estar adiantados, o que vai ser muito bom, ou estar adiantados, o que vai ser muito ruim. Agora, chega de achar que isso é uma bobaginha, porque não é", afirmou.

Kalil se mostrou muito preocupado com o avanço do Covid-19 e a confirmação da ocorrência do vírus em Belo Horizonte. “A pandemia é grave, é guerra. E ela encostou na gente (...) Estou assustado, apavorado!

Comitê de enfrentamento

Alexandre Kalil comunicou, ainda, a criação do Comitê de Enfrentamento à Epidemia da Covid-19, que será coordenado pelo secretário municipal de saúde Jackson Machado Pinto.

O comitê orientará todas as medidas a serem tomadas com relação ao vírus e sua propagação na cidade de Belo Horizonte, e tem, ainda, como membros Estevão Urbano Silva (presidente da Sociedade Mineira de Infectologia), Carlos Starling (infectologista membro da Sociedade Mineira e Brasileira de Infectologia) e Unaí Tupinambás (doutor em doenças infecciosas e parasitárias e professor da Faculdade de Medicina da UFMG).

Compartilhe no Facebook
*Apenas para assinantes do Estado de Minas

Publicidade