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Estado de Minas SAÚDE

Suspeita de coronavírus em BH faz procura por máscaras aumentar; produto está em falta no mercado

Caso suspeito na manhã desta quarta fez com que a demanda crescesse, diz gerente de fornecedora de artigos hospitalares


postado em 26/02/2020 18:23 / atualizado em 26/02/2020 18:52

Máscaras de proteção estão em falta no mercado(foto: Juarez Rodrigues/EM/D. A. Press)
Máscaras de proteção estão em falta no mercado (foto: Juarez Rodrigues/EM/D. A. Press)
A procura por máscaras de proteção cresceu em Belo Horizonte nas últimas horas, após o anúncio do primeiro caso no Brasil de contaminação pelo novo coronavírus. A reportagem do Estado de Minas ouviu 17 farmácias da capital mineira, contemplando todas as nove regionais da prefeitura, e constatou que já falta o equipamento de proteção no mercado. O diretor-executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sergio Mena Barreto, confirmou à reportagem a escassez das máscaras.

“Nenhuma farmácia tem mais máscara para vender. E ninguém se planejou para essa demanda, até porque 30 dias atrás a demanda já tinha aumentado, e os distribuidores não tinham para entrega”, afirmou Sergio Mena Barreto. Das 17 farmácias procuradas pela reportagem, somente nove têm o produto em estoque, sendo que quatro estabelecimentos já o vendem de forma unitária devido à falta do material.

Um dos estabelecimentos procurados e que não tem mais as máscaras à venda é a loja da Cirúrgica Gervásio, localizada no Bairro Santa Efigênia, na Região Leste de BH. Gislene Moreira, gerente da unidade, conta que a procura pelo produto aumentou nesta quarta-feira, mas que ele já estava em falta no estoque.

“A máscara já há uns meses não é encontrada no mercado. O nosso estoque foi zerado desde que começou a se falar em contaminação por coronavírus. Mas a procura aumentou muito hoje (quarta), principalmente depois da divulgação dessa suspeita em BH. De dez pedidos, nove eram de máscaras. Os clientes já chegam procurando a máscara, tocam no assunto do coronavírus, já têm quase um nome específico. Álcool em gel também aumentou a procura, mas ainda temos”, disse, ao Estado de Minas.

No início da tarde desta quarta-feira, uma paciente foi internada no Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, no Bairro Milionários, no Barreiro, com suspeita de infecção pela doença respiratória. A gerente da loja especializada em artigos hospitalares disse, ainda, que não há previsão de entrega do produto, assim como informado por outras drogarias.

“A previsão é da fábrica, de quem fornece o produto. A questão parece mais de preferência de mercado, os fornecedores nos passam que não há previsão. Inclusive, a marca 3M começou a dar exclusividade para outros países, onde está mais concentrado o foco do coronavírus”. A Abrafarma, em nota oficial, informou que “na condição de entidade representativa do varejo farmacêutico nacional, está atenta aos possíveis problemas de fornecimento de produtos como máscaras e gel antisséptico, por conta da elevação da procura. A indústria farmacêutica, que utiliza matéria-prima e princípios ativos importados da China, também pode ser influenciada por esse cenário. Porém, ainda não é possível mensurar um impacto efetivo”.

Antes do caso desta quarta-feira em BH, pelo menos outros dois foram descartados anteriormente na capital. Nesta manhã, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de um brasileiro contaminado pela doença. Trata-se de um paciente de 61 anos, que esteve na Itália a trabalho e se encontra internado na cidade de São Paulo. Há outros 20 casos em investigação no país, contando o de BH.

Segundo a pasta, já foram registrados mais de 80,2 mil casos do coronavírus em 34 países. São 2,7 mil mortes causadas pela doença, sendo que os casos mais graves são aqueles que afetam pessoas com mais de 60 anos. Os casos mais graves tiveram início na China, no fim de 2019.

* Estagiária sob supervisão da subeditora Marta Vieira


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