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Estado de Minas

Polícia Civil conclui que menino Dudu, desaparecido em Juatuba, morreu afogado

Apesar da confirmação, investigadores não descartam hipótese de que uma segunda pessoa possa estar envolvida no caso


postado em 21/02/2020 15:18 / atualizado em 21/02/2020 15:49

Menino desapareceu no último dia 12 e mobilizou a cidade para localizá-lo(foto: Redes Sociais/Reprodução)
Menino desapareceu no último dia 12 e mobilizou a cidade para localizá-lo (foto: Redes Sociais/Reprodução)
A Polícia Civil de Minas Gerais deu mais informações, na manhã desta sexta-feira, sobre a morte de Dudu, criança de 2 anos e 4 meses, que desapareceu no dia 12 de fevereiro e teve, posteriormente, seu corpo localizado boiando em uma lagoa a 50 metros de sua casa. Segundo vizinhos, Eduardo Ferreira de Oliveira já teria desaparecido outras vezes.

De acordo com o delegado que está à frente do caso, Diego Nolasco, as investigações confirmaram que a criança realmente morreu afogada na lagoa. Exames feitos pelo Instituto Médico Legal (IML) detectaram um líquido turvo no estômago de Dudu, com cor semelhante à água da lagoa, onde o corpo da vítima foi encontrado.

Ainda conforme as investigações, o desaparecimento da criança ocorreu quando, ao voltar de uma clínica com suas irmãs, de 15 e 14 anos, Dudu ficou brincando na varanda da casa, enquanto as garotas ouviam música alta dentro de casa. Tempos depois, ao ouvir o latido do cachorro, as irmãs teriam notado a falta da criança. No momento, o portão, que é fechado apenas com arame, estava aberto.

De acordo com vizinhos, Dudu já teria aberto o portão várias vezes anteriormente, para ir à casa de outros moradores da região. Inclusive, em uma dessas ocasiões, ele teria sido visto comendo amora em uma árvore próxima à lagoa onde foi encontrado já morto. 

Um ponto apurado pelos investigadores é se, dessa vez, a criança teria ido ao mesmo local e, ao tentar retirar o fruto da árvore, acabou caindo na lagoa. No entanto, esta teoria ainda é tratada pelos investigadores como suspeita.

Na coletiva, os investigadores também fizeram questão de informar que não foi detectado nenhum sinal de violência no corpo da vítima. Porém, a análise, não exclui a suspeita de que uma outra pessoas possa estar envolvida na morte do menino, já que uma criança de 2 anos e 4 meses dificilmente apresentaria resistência.

Apesar da conclusão da morte por afogamento, as investigações continuam. 

* Estagiário sob supervisão da subeditora Ellen Cristie


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