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Estado de Minas INTOXICAÇÃO

Um dia após intervenção do Governo Federal, movimento na Cervejaria Backer segue normal

Lotes da cerveja Belorizontina, produzida pela empresa, são investigados por intoxicação


postado em 11/01/2020 09:21 / atualizado em 11/01/2020 09:51

Fábrica foi interditada pelo Ministério da Agricultura, do Governo Federal, nessa sexta-feira(foto: Paulo Filgueiras/EM/D. A. Press)
Fábrica foi interditada pelo Ministério da Agricultura, do Governo Federal, nessa sexta-feira (foto: Paulo Filgueiras/EM/D. A. Press)
Na manhã deste sábado, o movimento na Cervejaria Backer, no Bairro Olhos D’Água, Região Oeste de Belo Horizonte, é “como o cotidiano”, segundo a vizinhança. Nessa sexta-feira, como medida cautelar, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento interditou a fábrica, sob risco iminente à saúde pública. A empresa é a produtora da cerveja Belorizontina, que tem lotes investigados pela Polícia Civil por intoxicação.
 
Ver galeria . 11 Fotos Um laudo da Polícia Civil, divulgado na última quinta-feira, atestou positivo para dietilenoglicol em dois lotes (L1 1348 e L2 1348) da BelorizontinaMateus Parreiras/EM/D.A . Press
Um laudo da Polícia Civil, divulgado na última quinta-feira, atestou positivo para dietilenoglicol em dois lotes (L1 1348 e L2 1348) da Belorizontina (foto: Mateus Parreiras/EM/D.A . Press )
Nesta manhã, um caminhão estacionou na porta para transportar mercadorias ao interior do complexo. Dois técnicos operavam a parte industrial, e uma auxiliar de limpeza usava uma mangueira para limpar a área de restaurantes, que funcionou nessa sexta-feira durante toda a noite e madrugada deste sábado.
 
Um laudo da Polícia Civil, divulgado na última quinta-feira, atestou positivo para dietilenoglicol em dois lotes (L1 1348 e L2 1348) da Belorizontina. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a substância é um solvente orgânico altamente tóxico. Ela pode causar insuficiência renal e hepática, podendo matar quando ingerido.
 
Até essa sexta-feira, dez pessoas foram internadas em Minas Gerais com quadro de insuficiência renal e problemas neurológicos, possivelmente provocados pela ingestão da bebida no Bairro Buritis, também na Região Oeste de BH. Uma delas morreu na última terça-feira.
 
A suspeita é de que essa vítima, Paschoal Demartini Filho, de 55 anos, bebeu a cerveja Belorizontina durante a festa de Natal de 2019, no Buritis. O genro de Paschoal, Luiz Felippe Teles Ribeiro, de 37 anos, também esteve na festividade e é um dos internados com os mesmos sintomas. Até o laudo da polícia, o caso era tratado como alguma doença misteriosa.


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