Publicidade

Estado de Minas

Três funcionárias são indiciadas por compartilhamento de agulha em escola de Juiz de Fora

Caso ocorreu durante feira de ciências no fim de novembro. Mais de 80 pessoas procuraram unidades de saúde temendo contaminação em testes de glicemia


postado em 10/12/2019 12:22 / atualizado em 10/12/2019 12:33

A delegada Ione Barbosa falou sobre o inquérito nessa segunda-feira(foto: Reprodução da internet/Facebook/TV Alterosa)
A delegada Ione Barbosa falou sobre o inquérito nessa segunda-feira (foto: Reprodução da internet/Facebook/TV Alterosa)


A Polícia Civil concluiu, nesta segunda-feira, o inquérito sobre a realização de testes de glicemia com agulhas compartilhadas em uma escola municipal de Juiz de Fora, na Zona da Mata. Três pessoas foram indiciadas. 

A investigação teve início depois que foram registrados três boletins de ocorrência. Vinte pessoas foram ouvidas durante o inquérito. A delegada Ione Barbosa decidiu indiciar a professora de ciências, a diretora e a coordenadora da escola. 

Além dos depoimentos, foram analisadas imagens de segurança da escola. A perícia constatou que foram realizados no mínimo 47 testes. 

Veja a reportagem da TV Alterosa (em 5:38)


“Entendemos que as três devem sim responder pelo artigo 132 do Código Penal, em concurso material, tendo em vista que até o momento temos no nosso conhecimento no mínimo 47 pessoas que fizeram o exame. Sem prejuízo de outras pessoas que também fizeram coquetel e falam que são 84 pessoas”, disse a delegada sobre os moradores que procuraram unidades de saúde para receber o medicamento antirretroviral, para evitar infecções transmitidas pelo sangue, como o HIV.

“Seriam 84 vezes o crime do artigo 132, que é exposição da vida e saúde das pessoas ao perigo. O que não prejudica também se houver efetivamente uma lesão grave ou gravíssima. Todas três podem responder por crimes mais graves. A pena é de detenção de três meses a um ano”, detalhou Ione Barbosa. 

Os testes de glicemia foram realizados durante uma feira de ciências em 23 de novembro. O caso foi notificado dois dias depois e foi tratado como um surto pela prefeitura. Depois da participação na feira, 84 pessoas procuraram atendimento médico. 

A Polícia Civil apurou que uma aluna ficou responsável por levar o aparelho e outra, as fitas usadas no teste de glicemia. De acordo com a delegada responsável pelo caso, a professora sabia que o número de agulhas e fitas era insuficiente para a feira de ciências. 

Paralelamente a investigação da Polícia Civil, a Secretaria Municipal de Educação realiza um procedimento interno para avaliar a responsabilidade no caso.


Publicidade