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Estado de Minas

Exclusão de grupo no WhatsApp vai parar no Ministério Público de Minas

Documento foi elaborado na comarca de Barbacena, na Região Central do estado. Servidora pública terá que explicar porque retirou uma pessoa de grupo de Equipe de Saúde da Família no aplicativo


postado em 29/10/2019 11:30 / atualizado em 29/10/2019 16:46

Veracidade do documento foi confirmada pela assessoria de imprensa do MPMG. Notificação circula nas redes sociais (clique para ampliar)(foto: Reprodução da internet/WhatsApp)
Veracidade do documento foi confirmada pela assessoria de imprensa do MPMG. Notificação circula nas redes sociais (clique para ampliar) (foto: Reprodução da internet/WhatsApp)
Uma notificação inusitada chamou atenção nas redes sociais na manhã desta terça-feira: uma mulher foi notificada para comparecer à Promotoria de Justiça em Barbacena, na Região Central do estado, para prestar explicações sobre os motivos pelos quais excluiu uma pessoa do grupo do WhatsApp.

O ofício foi enviado em 14 de outubro e a veracidade do documento foi confirmada pela assessoria de imprensa do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

O documento foi elaborado pelo Promotor de Justiça Luiz Paulo Bhering Nogueira. De acordo com o MPMG, o ofício atende representação apresentada pela Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Ressaquinha, também na região.

Uma agente comunitária da equipe de Estratégia Saúde da Família (ESF), que atende a Comunidade do Brito, zona rural de Ressaquinha, teria excluído arbitrariamente uma moradora do grupo de WhatsApp, em que são veiculadas informações sobre o setor de saúde na comunidade.

“O grupo é administrado por servidora pública e nele são veiculadas informações relevantes a respeito de políticas públicas de saúde, como datas e horários de atendimentos médicos”, informa a nota.

“Pessoas interessadas em seu conteúdo, como usuárias dos serviços públicos de saúde, não podem ser excluídas arbitrariamente do grupo”, aponta o esclarecimento.

Uma médica da equipe de Ressaquinha também foi convocada a prestar informações a respeito da suposta recusa no atendimento a alguns cidadãos.

De acordo com a assessoria de imprensa do órgão público, trata-se de uma “atuação legítima do Ministério Público, visando assegurar o acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação da saúde, nos exatos termos preconizados pela Constituição da República”.


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