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Estado de Minas

MP cumpre mandados de busca e apreensão em hospital filantrópico de Minas Gerais

Operação Metástase investiga possíveis ilegalidades praticadas por servidores do Hospital São João Batista, em Viçosa, na Zona da Mata mineira


postado em 22/10/2019 20:32 / atualizado em 22/10/2019 21:29

Hospital São João Batista, em Viçosa, na Zona da Mata(foto: Reprodução/Google Street View)
Hospital São João Batista, em Viçosa, na Zona da Mata (foto: Reprodução/Google Street View)

 

Servidores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Promotoria de Viçosa, na Zona da Mata, saíram às ruas na manhã desta terça-feira (22) para cumprir três mandados de busca e apreensão na mesma cidade.


Os trabalhos fazem parte da Operação Metástase, que apura supostas irregularidades cometidas por dois funcionários do Hospital São João Batista, em Viçosa.


Dois mandados foram cumpridos em imóveis particulares, enquanto o terceiro nas dependências do hospital. Policiais civis e militares também estiveram presentes.


Segundo o MP, as suspeitas pairam sobre fraudes em folhas de pagamento do hospital. Os desvios chegam ao valor de R$ 600 mil e foram articulados desde 2009 até 2019. O dinheiro, que deveria ser usado para filantropia, era transferido para as contas da própria suspeita e de outra comparsa.


A suspeita de 45 anos trabalhava no departamento pessoal do hospital. Lá, ela adulterava os valores, por meio de superfaturamento nos seus vencimentos. Ela trabalhava no local há mais de 20 anos.


“Imediatamente, quando chegou indícios pra nós que poderia ter um desvio de recursos no hospital, nós apuramos e, ao constatar, comunicamos o fato à funcionária envolvida, que assumiu imediatamente. Ela até tentou inocentar a outra pessoa envolvida”, explica Sérgio Pinheiro, gerente administrativo do hospital.


Nas buscas, as autoridades apreenderam celulares, aparelhos eletrônicos e documentos que serão analisados posteriormente. O objetivo é verificar se há mais envolvidos.


Em nota, o Hospital São João Batista informou que acredita que “todos os desvios de conduta que geram prejuízos para área de saúde devem ser rigorosamente combatidos” e que apoia a operação. Também ressaltou que colabora “de todas as formas necessárias e com transparência”.


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