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Estado de Minas

Por causa de funk, viagem por aplicativo termina com motorista no hospital

Na versão do condutor, os passageiros o teriam atacado após discussão sobre música. Na dos clientes, o homem bateu com cabeça no para-brisa


postado em 24/09/2019 18:55 / atualizado em 24/09/2019 21:45

A viagem teria início na Avenida Presidente Antônio Carlos e destino ao Bairro Ipiranga, até que acabou na Região da Pampulha(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
A viagem teria início na Avenida Presidente Antônio Carlos e destino ao Bairro Ipiranga, até que acabou na Região da Pampulha (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)


Um motorista que trabalha por aplicativo ficou ferido durante uma viagem nesse sábado na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. Segundo ele, os passageiros o agrediram por causa de uma música que estava tocando no rádio.

Segundo relato do motorista à Polícia Militar, Denis José Vicente Duarte, de 31 anos, recebeu a solicitação da viagem por uma jovem, na Avenida Presidente Antônio Carlos, com destino ao Bairro Ipiranga, Região Nordeste. Ela e dois homens, seu pai e irmão, entraram no carro. O pai, de 50, ouviu uma música funk e pediu que o condutor mudasse a rádio. O motorista afirmou que o som não vinha do seu carro, mas mesmo assim trocou a estação. 

De acordo com o que Denis contou aos militares, ele percebeu que os dois passageiros ficaram nervosos e conduziu seu carro em direção ao Centro de Preparação de Oficiais de Reserva (CPOR) na Região da Pampulha, que estava por perto. 

As agressões, segundo o relato à corporação, começaram naquele momento. O irmão da jovem, de 27, puxou o freio de mão do veículo enquanto que o pai atacava o motorista com um ‘mata-leão’. Além do enforcamento, o motorista contou que recebeu socos nas costas dados pelo homem mais jovem. A cliente pediu ao pai que as agressões parassem porque acabariam matando o motorista. Os ataques terminaram quando os militares do Exército intervieram.  

Na versão apresentada pelo pai à PM, a filha pediu a corrida por app, mas quando o grupo entrou no veículo ele ouviu um funk e se sentiu incomodado devido à presença da filha. O homem disse que pediu ao motorista que mudasse a rádio e ele lhe respondeu que não era seu empregado e  que, caso não estivesse contente, poderia descer do carro. 

O motorista, segundo o pai da jovem, conduziu o carro para perto do CPOR, "levou a mão" ao rosto do filho e "fez menção" de pegar algo no lado esquerdo do carro. Para que o grupo pudesse sair do veículo, contou o pai, seu filho teria puxado o freio de mão e o motorista batido a cabeça no pára-brisas, o que seria a causa dos ferimentos dele. O homem ressaltou que sentia cheiro de álcool vindo do motorista.

A PM fez exame de bafômetro e não foi constatado nenhum teor de álcool até por causa da quantidade de sangue que havia na sua boca do condutor. O Corpo de Bombeiros também foi acionado e encaminhou o motorista ao Hospital João XXIII com escoriações pelo corpo e ferimentos no tórax e coluna. Ele foi atendido e liberado.

Ninguém foi preso e o caso foi encerrado no Centro de Flagrantes (Ceflan) 4. 
 
*Estagiária sob supervisão da subeditora Rachel Botelho


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