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Estado de Minas

Grupo de venezuelanos chega em BH com esperança de recomeço e resgate de parentes

Exército transportou refugiados de Roraima para Minas Gerais, onde eles ficarão em abrigo no Bairro Ouro Preto, na Região da Pampulha


postado em 28/08/2019 21:24 / atualizado em 28/08/2019 22:47

Ver galeria . 8 Fotos Exército transportou refugiados de Roraima para Minas Gerais, onde eles ficarão em abrigo no Bairro Ouro Preto, na Região da PampulhaMarcos Vieira/EM/D.A Press
Exército transportou refugiados de Roraima para Minas Gerais, onde eles ficarão em abrigo no Bairro Ouro Preto, na Região da Pampulha (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press )

 

A Casa de Apoio Chico do Vale, em Belo Horizonte, recebeu um grupo de aproximadamente 30 venezuelanos na noite desta quarta-feira (28). A chegada foi marcada pela euforia dos venezuelanos já hospedados no local, ansiosos pela chegada dos compatriotas, e pela esperança dos novatos em recomeçar a vida longe do país em crise humanitária.


Eles desembarcaram na capital mineira durante a tarde. Depois, passaram no Comando da 4ª Região Militar, na Avenida Raja Gabáglia, onde receberam uma refeição. Na sequência, partiram para o abrigo localizado no Bairro Ouro Preto, na Região da Pampulha.


Luiz Villavicenzo, de 20 anos, está no Brasil há dois meses, desde 21 de junho. “A expectativa é me superar aqui e crescer como pessoa. Quero muito ajudar quem está lá no país ainda, meus parentes, que estão em Zulia. Preciso ser forte e demonstrar muito carisma ao conversar para conseguir boas condições aqui”, disse.


O grupo vai recebeu apoio da Cruz Vermelha, que repassou ao abrigo colchões, roupas e mantimentos para uso dos refugiados. Lá, o grupo de 30 se junta a outro de 18, que está na capital mineira há mais ou menos um mês.


“Estamos recebendo (os refugiados) desde o ano passado. Nós passamos por três etapas neste processo: o acolhimento, o encaminhamento para o emprego e o assentamento das famílias. Nós temos mais de 50 venezuelanos aqui no momento”, detalhou Elenice Natalina Silva, 57, coordenadora da entidade.

 

Esta é a segunda vez que a Cruz Vermelha em Minas Gerais recebe população refugiada da Venezuela em pouco mais de um mês. No dia 20 de julho, um grupo de 76 pessoas do país vizinho desembarcou no estado. 


''Violações graves''

 

(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
 


O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou, nesta quarta-feira, uma resolução na qual condena “as violações graves e sistemáticas dos direitos humanos na Venezuela”.


A nota afirma que essas violações incluem “o uso da tortura e a prática de detenções ilegais e

arbitrárias, execuções extrajudiciais, desaparições forçadas e a negação de direitos e necessidades

básicas, especialmente relacionados à saúde, à alimentação e à educação”.


A resolução foi aprovada por 21 votos a favor, inclusive do Brasil. Dominica, Nicarágua e São

Vicente e Granadinas votaram contra, enquanto outras sete nações se abstiveram, entre elas Bolívia e México. Antígua e Barbuda, Granada e Uruguai não tinham representantes presentes na votação.


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