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Estado de Minas MIRANTE DA CAIXA D'ÁGUA

Vândalos depredam cancela no Mangabeiras

Construída por moradores para dar segurança a quem visita o Mirante da Caixa d'Água, alvo de assaltantes, estrutura foi arrancada pouco mais de uma semana após a instalação


postado em 20/08/2019 06:00 / atualizado em 20/08/2019 08:07

A cancela foi destruída antes mesmo de o equipamento, que conta ainda com guarita entrar em funcionamento(foto: Túlio Santos/EM/DA Press)
A cancela foi destruída antes mesmo de o equipamento, que conta ainda com guarita entrar em funcionamento (foto: Túlio Santos/EM/DA Press)


Vândalos depredaram a cancela de uma guarita instalada, há pouco mais de uma semana, na subida do Mirante da Caixa-d'Agua, no Bairro Mangabeiras, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A estrutura para garantir segurança aos visitantes do local, dono de ampla vista da capital, foi erguida e custeada pela Associação dos Moradores do Bairro Mangabeiras, com autorização da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Na edição de sábado, o Estado de Minas publicou uma reportagem sobre os novos equipamentos e, ontem, técnicos municipais informaram que foi dada a autorização para a construção.
 
A destruição do equipamento revoltou o presidente da associação, Rodrigo Bedran, que esteve no domingo no local e constatou o ato de vandalismo. “A estrutura foi feita com recursos dos moradores e começaria a funcionar na próxima semana. Agora, vamos gastar mais dinheiro e mais tempo. Não sei, portanto, quanto entrará em operação”, informou Bedran. “Queremos que a responsabilidade sobre o vandalismo seja apurada”, afirmou.
 
O presidente da associação acrescentou que, conforme acordo com a PBH, os moradores vão custear outros serviços, incluindo recuperação dos meios-fios, pintura do muro da Copasa (proprietária do reservatório de água), conservação da Praça Quatro e de um ponto base para a Guarda Municipal. “Queremos paz para os frequentadores do mirante”, ressaltou. O lugar recebe a visita frequente de casais de namorados, solitários caminhantes ou gente que, na hora do almoço, busca um ponto tranquilo para descansar.
 
Em entrevista ao EM, Bedran disse que, nos últimos cinco anos, pediu providências à PBH devido à situação no alto do mirante: “Há assaltos a mão armada, as pessoas que visitam o local chegam a ficar desnudas, pois roubam tudo, até as roupas”. A situação se complica com o uso de drogas, música alta e lixo espalhado por todo lado.” E mais: “O barulho tem incomodado a vizinhança, obrigada, a conviver com música funk na maior altura, principalmente à noite. Pelas informações que temos, as pessoas dançam até sobre a caixa d'água”.
 
Em nota, a PBH esclareceu que a responsabilidade pela manutenção e funcionamento dos equipamentos é da associação dos moradores. A autorização foi dada em 18 de dezembro de 2018, quando a PBH definiu: “Permissão de Direito Real de Uso a título precário, que tem por objeto as seguintes vias: Rua Alcides Pereira Lima, Rua Ministro Vilas Boas e Praça Antônio Aureliano Teixeira, todas localizadas no Bairro Comiteco, para fins desta permissão com a respectiva instalação de uma portaria/guarita”.

Denúncias


Os problemas são sérios e frequentes no topo do mirante. Em reportagem publicada em março de 2018, pelo EM, os moradores do Bairro Mangabeiras, uma das áreas mais nobres da capital, denunciavam o mirante, que se tornara símbolo de abandono, marcado pela depredação do patrimônio público, descarte de lixo, falta de manutenção e violência. Os problemas, segundo a população local, começaram com uso de drogas, sexo dentro de veículos, descarte de lixo em qualquer lugar, invasão da caixa d’água de responsabilidade da Copasa, música alta nos equipamentos de som dos veículos e o pior: assaltos.
 
Na época, a Associação de Moradores do Bairro Mangabeiras apontou como a melhor opção para resolver o problema uma intervenção urbana para transformar o local público em um mirante oficial, com controle de acesso das pessoas e horário de funcionamento. A Polícia Militar garantiu ir ao topo do local até 20 vezes por dia, focando na prevenção de crimes no mirante, mas a corporação também admite que tem dificuldades de agir de forma repressiva, pois muitas vezes os criminosos que conseguem ver a aproximação das viaturas dispensam materiais ilícitos antes de serem abordados.


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