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Estado de Minas

PBH afirma que sindicato assinou acordo de terceirizados; paralisação continua

Em entrevista concedida na tarde desta quarta-feira, secretária municipal de Educação disse que a greve foi uma surpresa para a prefeitura. Paralisação continua nesta quinta


postado em 07/08/2019 18:56 / atualizado em 07/08/2019 20:30

A secretária municipal de educação, Ângela Dalben, disse que sindicato estava ciente do acordo(foto: Déborah Lima/EM/D.A Press)
A secretária municipal de educação, Ângela Dalben, disse que sindicato estava ciente do acordo (foto: Déborah Lima/EM/D.A Press)
paralisação dos funcionários terceirizados das escolas municipais de Belo Horizonte, que começou nessa terça-feira (6), continua com desdobramentos em seu segundo dia. Em entrevista coletiva nesta quarta (7), a secretária municipal de Educação, Ângela Dalben, se mostrou surpreendida com a decisão dos funcionários.
 
Foi uma surpresa na terça-feira, quando nós percebemos que algumas escolas estavam paradas por causa da movimentação do sindicato com os terceirizados”, disse a secretária.
 
A paralisação, que deve permanecer até esta quinta, foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH). A razão é o processo de substituição dos funcionários terceirizados.
 
De acordo com o Sind-Rede/BH, pelo menos 80% das escolas municipais aderiram de forma parcial ou completamente à paralisação. O balanço da secretaria defende que apenas 7% das escolas tiveram suas atividades totalmente paralisadas.

O imprevisto das 24 escolas de portas fechadas teria ocorrido porque, segundo a secretária, o sindicato estava ciente das negociações, desde a escolha da MGS para gerenciar o concurso até as decisões após o resultado das provas.
 
“Diante do susto que nós tivemos com a grande quantidade de inscritos no concurso (25 mil) novas negociações foram feitas, com a participação inclusive do sindicato, da MGS e do Ministério Público do Trabalho na perspectiva de encontrar saídas”, disse Ângela.

Entre os servidores terceirizados estão cantineiras, auxiliares, servidores responsáveis pela limpeza e outras atividades. A MGS realizou processo seletivo para 3.121 vagas. Cerca de 25 mil pessoas participaram do concurso e 2,5 mil foram aprovadas.
 
No total, 6,5 mil deles eram contratados pelo Caixa Escolar. Desse total, 2 mil não foram aprovados. Outros 2 mil optaram por não fazer o concurso. 
 

Justiça do Trabalho 



Na segunda-feira, foi fechado acordo na audiência na 21ª Vara do Trabalho. O pacto prevê que o prazo final para substituir todos os funcionários via, Caixa Escolar para MGS, será até julho de 2023. A migração dos atuais empregados vai acontecer até 30 de agosto de 2019 e a convocação dos aprovados no concurso, em andamento, será feita até 23 de agosto de 2021. Os empregados que não foram aprovados inicialmente poderão participar do processo seletivo até 2021.

“Tínhamos muitos terceirizados que tinham sido mal classificados mas tinham muito tempo de experiência. Consideramos o acordo celebrado com o Ministério Público do Trabalho na segunda-feira vitorioso porque traz a possibilidade que nossos terceirizados estejam mais preparados. E este acordo foi inclusive assinado pelo sindicato, por nós e pelo MPT”, garantiu a secretária.

Segundo a prefeitura, nos últimos anos foram abertas mais de 120 turmas de Ensino de Jovens e Adultos (EJA) para atender os terceirizados e mais de mil empregados demonstraram interesse nas aulas.
 
Os grupos de ensino foram abertos em ambientes externos da escola para atender toda a comunidade e, segundo a secretária, qualquer pessoa que seja maior de 18 anos e não tenha alfabetização tem vaga nas turmas.

“Este é um momento de tensão para nós assim quanto para os terceirizados. São pessoas queridas. Tivemos o cuidado de abrir turmas de EJA para estarmos juntos com eles nessa investida e para que eles se saíssem bem nos concursos. Entretanto, nós fomos surpreendidos com a quantidade de pessoas interessadas em fazer o concurso. Quase 25 mil”, afirmou Dalben. “É importante que as pessoas entendam que não existe algo a ser feito pela Prefeitura de Belo Horizonte, nós estamos submetidos a uma norma”, completou.

*Estagiária sob supervisão da redação do Estado de Minas

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