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Estado de Minas

Festival Mundial da Cachaça é sediado em Salinas, no Norte de Minas

Parque de Exposições da cidade recebe 54 marcas com degustações, oficinas e shows com artistas


postado em 12/07/2019 15:41 / atualizado em 12/07/2019 16:09

Salinas, no Norte de Minas, reforça sua condição de capital da bebida mais popular do Brasil. Neste fim de semana, distante 670 quilômetros de Belo Horizonte, é movimentada com o 18º Festival Mundial da Cachaça, aberto nesta sexta-feira e que prossegue até domingo. De acordo com os organizadores, a expectativa do evento é reunir cerca de 40 mil pessoas.

O festival ocorre no Parque de Exposições da cidade, onde foram montados os estandes com as 54 marcas de cachaça artesanal da região, engarrafadas por 27 produtores. Na programação constam  degustações, oficinas e shows com artistas regionais e conhecidos nacionalmente.

Durante o festival, além de experimentar um gole da “cachaça boa”, os admiradores terão ótima experiência durante visita aos alambiques da região. “Os visitantes poderão ver de perto todo o processo de produção, desde o corte e moagem da cana, até a fermentação, envelhecimento e destilação”, afirma Eilton Santiago, produtor da “Canarinha”, uma das mais famosas marcas de aguardente de Salinas. Ele também é tesoureiro da Associação dos Produtores de Cachaça Artesanal de Salinas (Apacs), que organiza a mostra.

No Festival Mundial da Cachaça, a “Canarinha” é encontrada no mesmo estande da “Havana”, uma das mais conhecidas (e também uma das mais caras) marcas de cachaça do país. O selo da “Havana” foi criado pelo lendário Anísio Santiago, já falecido. Os responsáveis pela produção da famosa aguardente enfrentaram uma disputa judicial por causa do registro da marca “Havana” e durante um período a bebida foi engarrafada constando no rótulo apenas o nome “Anísio Santiago”.

“O festival é de grande importância para dar visibilidade à nossa produção. Estamos recebendo visitantes do Brasil inteiro e até do exterior”, afirma Eilton Santiago. O produtor destaca o esforço para garantir a qualidade da Canarinha, produzida na Fazenda Olinda,  próximo ao distrito de Nova Matrona, a 40 quilômetros de Salinas. Ele salienta que tem produção limitada, de 15 mil litros por ano. A bebida é engarrafada após quatro anos de envelhecimento.

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