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Estado de Minas

Uber x táxi: Kalil faz acordo e vai anunciar decreto que iguala categorias

Prefeito de Belo Horizonte vai conceder entrevista coletiva nesta quarta-feira. A expectativa é que ele detalhe o novo posicionamento


postado em 09/07/2019 15:53 / atualizado em 09/07/2019 21:29

Taxistas e motoristas aplicativos acompanharam o andamento do projeto na Câmara(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press. / Marcos Vieira/EM/D.A Press.)
Taxistas e motoristas aplicativos acompanharam o andamento do projeto na Câmara (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press. / Marcos Vieira/EM/D.A Press.)

Reviravolta durante a sessão da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), na tarde desta terça-feira. Enquanto era debatido o projeto de lei 490/18, que pretende regulamentar a atividade dos motoristas de aplicativos em Belo Horizonte, a sessão chegou a ficar suspensa por 10 minutos para que houvesse entendimento. Na volta, o líder de governo vereador Léo Burguês de Casto (PSL) anunciou que o prefeito Alexandre Kalil (PSD) vai fazer um decreto para igualar as categorias. O administrador municipal vai conceder entrevista coletiva nesta quarta-feira para detalhar o novo posicionamento.

Enquanto acontecia o debate do projeto na Câmara, Kalil estava reunido com representantes dos taxistas, dos motoristas de aplicativos e das empresas. No encontro, houve um acordo. As três alterações feitas no projeto, relacionadas à idade da frota, ao tipo de porta-malas e à potência dos motores, serão retiradas.

O prefeito vai fazer um decreto onde vai igualar as duas categorias. Ou seja, o que valer para um, será o mesmo para outra. A proposta é passar o tempo máximo da frota de cinco anos para sete anos, com um ano para adequação.

Os motoristas de aplicativos ainda são contra o tempo da frota estipulado pela prefeitura. Segundo eles, o ideal seria oito anos. Abaixo disso, de 13 a 15 mil condutores terão que parar de rodar. “A média da frota do brasileiro é 10 anos. Como somos motoristas particulares e não ligados ao governo, queremos no mínimo 8 anos”, disse um dos representantes dos motoristas de aplicativos.

Ânimos acirrados


Foi tensa a sessão na Câmara. Taxistas e motoristas de Uber, Cabify e 99 lotam as galerias do plenário. Com palavras de ordem e xingamentos, um grupo se exaltou contra o outro antes do início da votação. Ao todo, 37 vereadores marcam presença na votação do Projeto de Lei para regulamentar o transporte por aplicativos na capital. Centenas de pessoas acompanham a votação. Os grupos foram separados até mesmo na entrada, com taxistas tiveram acesso pela portaria 1 e motoristas de aplicativos pela portaria 2.

A Guarda Municipal esteve no saguão anterior à entrada do plenário. Os ânimos ficaram ainda nais acirrados quando o vereador Léo Burguês de Castro (PSL) chegou. Ele foi xingado, mas não recuou, enfrentando um grupo de taxistas.

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