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Estado de Minas

Carnaval julino: BH tem domingo de folia com canções de São João

A edição de São João do Batidão Folia começou com aulão das alas de dança do Baianas Ozadas e Funk You


postado em 07/07/2019 19:37 / atualizado em 07/07/2019 19:45

Evento aconteceu no Bairro Prado, na Região Oeste de BH(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Evento aconteceu no Bairro Prado, na Região Oeste de BH (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

O mês é julho, o ritmo ainda é da canjica e do quentão, mas a batida já é de carnaval. E ainda teve jogo do Brasil para completar a festa. Neste domingo, foi dia de aquecimento para a folia, num verdadeiro carnaval julino. Com alas abertas para novos participantes e veteranos, centenas de pessoas se juntaram no Bairro Prado, na Região Oeste, para aulões gratuitos de percussão e dança de dois blocos que arrastam multidões em Belo Horizonte. No batuque do Baianas Ozadas e do Funk You, foi momento de aprender e de começar a se preparar para a farra de 2020.

A edição de São João do Batidão Folia começou com aulão das alas de dança do Baianas Ozadas e Funk You. Na sequência, teve aulões das baterias, cada qual com sua formação de instrumentos. A do Baianas é voltada para samba-reggae e outros ritmos similares, com caixas, surdos e repiques. Já a do Funk You tem instrumentação de escolas de samba, com tamborins, chocalhos, repiques, caixas e surdos e transmissão da partida Brasil x Peru.

Baianas e Funk You contaram com participações de convidados surpresas e incrementaram aos repertórios canções voltadas para o São João, ritmos de forró fundidos com axé e funk, cada uma à sua maneira. Nos intervalos, DJs garantiram a festa. E no friozinho, opções gastronômicas típicas da época completaram o cardápio da diversão. O Baianas Ozadas, que em fevereiro entra em seu nono carnaval, toca os ritmos da Bahia e misturam sucessos da axé music com hits de sertanejo universitário, funk, forró, pagode, de releituras à base da percussão baiana. Estourou no carnaval de BH em 2012. O Funk You surgiu em 2016 e, no ano seguinte, a turma de amigos que o compunha formou a primeira bateria e se empenhou para criar uma batida inovadora, com instrumentos de percussão de samba em ritmo de funk brasileiro.

Foi o primeiro contato para planejar o carnaval do ano que vem e o início dos trabalhos para fidelizar e gerir as alas. “Os dois blocos conversam há muito tempo. Saíram este ano no mesmo dia e horário, mas cada um tem como mensurar esse termômetro, de quem já está e novos adeptos. O carnaval tem se transformado e tem uma complexidade mutável a cada ano”, afirmou um dos fundadores do Baianas, Géo Cardoso. Indo para seu quarto carnaval, o Funk You, único a tocar o ritmo carioca, tem o desafio de formar uma ala de dança para a próxima folia. Este ano, o bloco ganhou o prêmio de melhor ala de dança, mesmo sem tê-la oficialmente. “Fizemos um bloco inovador que chamou a atenção, o que possibilitou criar um produto para o ano todo”, disse o fundador, Lucas Moraes.

A enfermeira Aline Guimarães Ayala Silva, de 33 anos, estreou no repique, que pretende levar para a avenida ano que vem. O marido faz parte da bateria do Baianas e, agora ela resolveu não só acompanhá-lo, mas também participar. “É uma energia muito boa”, afirmou. O mecânico de aeronave Gabriel Bastos Ferreira Dutra, de 25, saiu este ano no bloco Quando Come se Lambuza e agora quer se 'profissionalizar”. Com o repique em mãos, já se planeja para participar do maior número de blocos possível em 2020. “Sempre foi meu sonho tocar em bateria. Na hora do desfile, não tem explicação. Você vê todo mundo dançando ao seu ritmo e depois se dá conta de que fez parte do carnaval de BH, um dos maiores do Brasil.”

As dançarinas Fabiana Veloso, de 23, e Mariana Cardoso, de 21, estão encarregadas de formar a ala de dança do Funk You. Elas já saíram no bloco como foliãs e este ano foram convidadas para ser porta-estandartes. Ainda não se sabe quantas pessoas vão compor a nova ala. As duas apostam no crescimento dos ensaios e da empolgação dos foliões. “Hoje a galera curtiu bastante. A tendência é só aumentar”, disse Fabiana.

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