Publicidade

Estado de Minas

Polícia Civil abre inquérito contra 'falsa médica veterinária' de Barbacena

Suspeita atuava em ONG de proteção aos animais


postado em 18/06/2019 17:49 / atualizado em 19/06/2019 14:23

Suspeita teria confessado crime em depoimento na Polícia Civil de Barbacena
Suspeita teria confessado crime em depoimento na Polícia Civil de Barbacena

A Polícia Civil abriu um inquérito contra uma falsa médica veterinária que estaria atuando em Barbacena, na Região Central de Minas Gerais. De acordo com levantamentos feitos pelos investigadores com a participação de membros do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MG), ela fazia parte de uma ONG de proteção ao animais.

Tudo começou quando a equipe de fiscalização do CRMV investigou a ONG e descobriu que a organização não possuía responsável técnico, além de estar executando os procedimentos em desacordo com as normas do Conselho Federal de Medicina Veterinária. No local, são realizados os serviços de canil e de clínica veterinária. 

Os fiscais ainda descobriram que na ONG havia uma mulher que se passava por médica veterinária e examinava os animais.  

Após o levantamento, o conselho encaminhou as denúncias à Polícia Civil, que obrigou a suspeita a prestar depoimento na 1ª Delegacia Regional de Barbacena. Lá, a mulher teria confessado ter confeccionado o carimbo de registro por conta própria.

“Após o depoimento, foi constatado que, de fato, ela apresentava-se ilegalmente como médica veterinária, com o agravante de falsidade ideológica, pelo uso do número de inscrição de outra profissional. Ela utilizava carimbo e receituário. A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Civil, que é responsável por tomar as medidas cabíveis para o caso, em virtude da natureza dos crimes”, relata a médica veterinária e chefe do setor de Fiscalização do CRMV-MG, dra. Rafaela de Assis Luns.

A “falsa médica” responderá em liberdade pelos crimes de exercício ilegal da profissão e de falsidade ideológica, que possuem, respectivamente, penas de 15 dias a três meses e de 1 a 3 anos de prisão, segundo o Código Penal brasileiro.



Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade