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Estado de Minas

Vale conclui obra que reduz fluxo de lama para o Rio Paraopeba

Estrutura interrompe natural da água do Ribeirão Ferro-Carvão para o Paraopeba


postado em 07/06/2019 19:44 / atualizado em 07/06/2019 19:56

Cortina é composta de 75 estancas de aço(foto: Divulgação/Vale)
Cortina é composta de 75 estancas de aço (foto: Divulgação/Vale)

A Vale concluiu o fechamento da cortina de estacas-prancha, localizada próxima à ponte de Alberto Flores, na zona rural de Brumadinho, na Grande BH. A obra tem o objetivo de reduzir o fluxo da lama do Ribeirão Ferro-Carvão para o Rio Paraopeba. 

Com a obra, a água com os sedimentos, que naturalmente iria para o Rio Paraopeba, será direcionada para o reservatório da  Estação de Tratamento de Água Fluvial (ETAF), que já está operando integralmente.

Na ETAF, a água tem sua turbidez reduzida. Após o tratamento, ela pode ser devolvida ao Paraopeba. A estação tem capacidade para tratar aproximadamente 2 milhões de litros por hora, o equivalente a cerca de 20 piscinas olímpicas por dia.
 
Em 25 de janeiro, a Barragem 1 da Mina de Córrego do Feijão se rompeu, deixando 246 mortos, além do desastre ambiental, social e econômico. Segundo o último levantamento das autoridades, 24 pessoas seguem desaparecidas.  


Como funciona o tratamento?


A água é separada dos sólidos por meio de um processo de decantação e, em seguida, passa pela filtragem. Depois, retorna tratada ao Córrego Casa Branca, outro afluente do Paraopeba.

Os sólidos decantados na bacia de sedimentação são direcionados para grandes bolsas, denominadas tubos geotêxteis, responsáveis por conter, armazenar e desidratar o rejeito. A água drenada dessas bolsas será conduzida ao sistema de tratamento instalado. 

Os sólidos nos tubos geotêxteis serão removidos e transportados para uma área previamente definida e autorizada pelos órgãos competentes.


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