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Estado de Minas

Estado vai reforçar pessoal de centro de apoio à mulher em situação de violência

Três psicólogas, duas assistentes sociais e estagiárias serão contratadas para atuar no Centro Risoleta Neves de Atendimento à Mulher (Cerna), situado no Centro da cidade


postado em 24/05/2019 22:13 / atualizado em 24/05/2019 22:24

Imagem meramente ilustrativa(foto: Reprodução/Pixabay)
Imagem meramente ilustrativa (foto: Reprodução/Pixabay)

 

A violência contra a mulher, impulsionada pela intolerância e pelo machismo, força o governo do estado a reforçar o aparato de apoio ao público feminino. Depois da Polícia Civil inaugurar uma dedicada a investigação dos feminicídios, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) anunciou que vai contratar mais profissionais para o Centro Risoleta Neves de Atendimento à Mulher (Cerna).


Localizado na Avenida Amazonas, no Centro da cidade, o Cerna contará com os trabalhos de mais três psicólogas, duas assistentes sociais e estagiárias a partir de 15 de junho. O centro se especializa no apoio a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.


O governo do estado já articula, inclusive, um decreto para criação de um grupo de trabalho especializado no enfrentamento da violência contra as mulheres. A força-tarefa já atua a partir da Sedese, Ministério Público, Defensoria Pública, Justiça, Assembleia Legislativa e das polícias Civil e Militar. No entanto, a iniciativa ainda não foi decretada no diário oficial.


Dentro das propostas de trabalho previstas pelo grupo de trabalho está a elaboração de critérios de atendimento, a organização de referências na área e o planejamento e metodologia de capacitações. A partir disso, o objetivo é garantir o acesso integral aos serviços para as mulheres nos 853 municípios mineiros.


Considerado crime hediondo, o feminicídio cresce a cada ano em Minas. Só nos quatro primeiros meses de 2019, a polícia contabilizou 41 ocorrências consumadas deste tipo. Para efeito de comparação, em todo ano passado, foram 42 vidas perdidas vítimas do machismo e da intolerância.


Nesta semana, crimes graves aconteceram. Em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, um homem foi preso, na tarde dessa terça-feira (21), suspeito de manter a companheira em cárcere privado durante cinco anos. A vítima estava desaparecida desde 2014, segundo a polícia.


Já em Governador Valadares, na Região do Vale do Rio Doce, uma jovem, de 23 anos, foi morta com seis tiros na segunda-feira (20): quatro nas costas e dois no peito. De acordo com a PM, o principal suspeito é o ex-namorado da vítima, de 18. O acusado mora na mesma rua da ocorrência e é apontado pela polícia como traficante.


Outra ocorrência deste tipo aconteceu em Timóteo, também no Vale do Rio Doce. Uma jovem de 24 sofreu uma tentativa de feminicídio. Segundo a polícia, o suspeito, mais uma vez, é o ex-companheiro da vítima, que foi preso com uma faca tipo peixeira em mãos. Ele feriu a ex com quatro golpes e a irmã dela, que tentou impedir os ataques, com um.

 

Com informações da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese)

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