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Estado de Minas

Polícia Civil inaugura unidade dedicada à investigação de feminicídios em BH

Núcleo integra a Divisão Especializada em Investigação de Crimes Contra a Vida do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)


postado em 15/05/2019 20:05

(foto: Divulgação/Polícia Civil)
(foto: Divulgação/Polícia Civil)

 

A Polícia Civil de Minas Gerais inaugurou, nesta quarta-feira (15), o Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídios. Situada no Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a unidade tem como objetivo acelerar a apuração dos inquéritos de um dos crimes que mais crescem no estado.


Segundo o chefe da Polícia Civil, delegado-geral Wagner Pinto, o núcleo também prestará apoio aos familiares das vítimas. Isso porque o crime, geralmente, termina em tragédia, com a morte da mulher e a prisão do homem, o que desampara outros componentes da família envolvida.


A equipe de trabalho é formada pela delegada Ingrid Estevam, uma escrivã e três investigadores. Os componentes foram escolhidos considerando a expertise e a capacidade técnica dos policiais no que tange a investigação de crimes contra a mulher.


Considerado crime hediondo, o feminicídio cresce a cada ano em Minas. Só nos quatro primeiros meses de 2019, a polícia contabilizou 41 ocorrências consumadas deste tipo. Para efeito de comparação, em todo ano passado, foram 42 vidas perdidas vítimas do machismo e da intolerância.


Em 22 de abril deste ano, uma tragédia deste tipo abalou Belo Horizonte. Tchaikovsky Mourão, de 59 anos, matou sua ex-companheira Élida Maria Seabra, de 58, no Bairro Universitário (Região da Pampulha), na madrugada daquela segunda-feira. João Pedro, 26, e Paulo Henrique Seabra Anísio, 24, filhos de Élida, também morreram na ocorrência.


Tchaikovsky atirou contra as vítimas e colocou fogo na casa onde a família morava. Ele morreu carbonizado no dia do fato.


O ato cometido pelo homem também chamou a atenção para o porte de armas de fogo, recém-flexibilizado pelo governo federal. O responsável por matar a ex-companheira e os dois filhos dela era atirador esportivo e tinha acabado de renovar o registro de todas as suas armas em 1º de abril, segundo as informações repassadas por Élida à Polícia Militar no dia do crime.


No dia da tragédia, ele atirou na mulher e nos dois rapazes com uma pistola calibre 380. Outras duas pistolas foram encontradas no imóvel, além de seis equipamentos de pressão, segundo a PM.


Coromandel


Uma jovem e a mãe dela assassinadas, novamente vítimas de um ex-companheiro. Desta vez, a catástrofe aconteceu em Coromandel, na Região do Alto Paranaíba. Iasmin Machado Santos de Campos, de 20 anos, foi assassinada a facadas pelo seu ex-namorado, Cristóvão José da Costa, de 21.


A mãe dela Andréa Machado dos Santos Braga, de 55, também perdeu a vida no ataque ocorrido diante dos olhos de uma criança de apenas 2 anos, filho de Iasmin.


De acordo com a Polícia Militar, a corporação foi acionada por vizinhos que relataram ter visto uma mulher correndo na rua pedindo socorro. Quando chegaram, os militares viram o autor do crime, Cristóvão José da Costa, no local. Imediatamente, o agressor começou a se golpear no pescoço com uma faca, tentando suicídio.



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