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Estado de Minas

Feira de artesanato criada para gerar renda vai ocorrer em três endereços de BH

Realizada por meio de parceria da prefeitura da capital com Tribunal de Justiça de Minas Gerais, evento será mensal, oferecendo de pães a calçados


postado em 07/05/2019 06:00 / atualizado em 07/05/2019 07:41

Resultado de parceria da prefeitura com o Judiciário, a feira faz parte de programa para criar alternativas de geração de renda em Belo Horizonte(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Resultado de parceria da prefeitura com o Judiciário, a feira faz parte de programa para criar alternativas de geração de renda em Belo Horizonte (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), visitou, na manhã de ontem, a Feira de Artesanato, Alimentação e Confecção na sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, na Avenida Afonso Pena, no Bairro Serra, Região Centro-sul da capital. Com produtos de vestuário, acessórios, calçados, doces e pães, a feira conta com 40 expositores.

“Estamos com medo de maximizar. O retrato que vem se pintando no país é que as políticas sociais estão sendo deixadas de lado. Elas já são muito carentes. Há muita falta de programas sociais. O novo governo não sinalizou e espero que sinalize”, afirmou.

As próximas edições da Feira de Artesanato, Alimentação e Confecção serão realizadas mensalmente, das 9 às 16h, em três locais: na sede do Tribunal de Justiça (Avenida Afonso Pena, 4.001, Serra), no Fórum Lafayette (Avenida Augusto de Lima, 1.549, Barro Preto) e no Fórum Raja Gabaglia (Avenida Raja Gabaglia, 1.753, Luxemburgo).

A iniciativa é resultado de parceria entre a prefeitura e o Poder Judiciário com objetivo de criar alternativas de geração de renda. Kalil disse que as políticas da prefeitura visam atender “população que vai da mais absoluta pobreza à invisibilidade, abandonada à própria sorte”. O prefeito afirmou que a conta do abandono da população à própria sorte “vai chegar para quem está fazendo isso”. Kalil reforçou a busca por parceiros que têm interesse em ações de geração de renda. “Não adianta ficar no ar-condicionado sem prestigiar, sem ver. Isso não vai resolver o problema desse povo”, disse.

Os programas de geração de renda em Belo Horizonte beneficiam 750 famílias, de acordo com o secretário do Desenvolvimento Econômico de Belo Horizonte, Cláudio Beato. De acordo com ele, a capital mineira tem gerado mais empregos do que São Paulo. “Iniciativas como essa são muito importantes, porque estimulam o empreendedorismo, a empregabilidade de diversos setores com mais dificuldade de serem inseridos no mercado formal do trabalho”, diz, lembrando que as feiras atendem a perfil de pessoas que não conseguem inserção no mercado de trabalho.

A feira conta com artesãos e empreendedores do Programa Espaço da Cidadania (PEC), da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, e do Centro Público de Economia Solidária, da Subsecretaria de Trabalho e Emprego da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. São 40 grupos, sendo 20 do Espaço da Cidadania e 20 da economia solidária.

A expositora Loide Gonçalves Caetano, de 53 anos, confecciona bonecas de pano há seis anos. Ela encontrou na criação de bonecas a fonte de renda, depois que se aposentou ao receber diagnóstico de Lúpus, doença inflamatória autoimune. “Quando descobri a doença, fiquei deprimida e comecei a confeccionar as bonecas”, recorda-se. E o produto chama atenção pela variedade: São bebês, bailarinas e mocinhas. Algumas ainda, além de objetos decorativos, são funcionais, como é o caso da boneca porta-papel higiênico. Os preços variam De $ 10 a R$ 75.

A expositora Sueli de Jesus Wildberger, de 48, também comemorou o espaço para apresentar o trabalho. Com o marido desempregado, a venda de roupas confeccionadas por ela é que garante a renda mensal da família.

Desde que a filha nasceu, ela se dedica à confecção de roupa. E dedica boa parte do rendimento aos cuidados da filha, que tem autismo. “Esse espaço é maravilhoso. É uma oportunidade não só para mim, como para outras pessoas com diferentes problemas. Como dizia meu avô: ‘Cada qual no seu canto sofre o seu tanto’”, afirma.

O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Nelson Missias, afirmou que o Judiciário pode colaborar com a geração de renda. “A feira no espaço do Tribunal de Justiça é a demonstração cabal de que o Poder Judiciário se preocupa com o social, com inserção de pessoas no mercado de trabalho, seja na área artesanal, seja na área culinária”, disse.

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