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Estado de Minas

Epidemia de dengue já matou 21 pessoas em Minas; são investigados 66 óbitos

O número de casos prováveis - que engloba os confirmados e os suspeitos - já ultrapassam 165,8 mil


postado em 29/04/2019 11:23 / atualizado em 29/04/2019 11:39

Unidades de saúde de Belo Horizonte estão lotadas de pacientes com suspeita da doença(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press.)
Unidades de saúde de Belo Horizonte estão lotadas de pacientes com suspeita da doença (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press.)

A dengue segue fazendo vítimas em Minas Gerais. O número de mortes em decorrência da doença já chegou a 21, sete a mais do que o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) em 22 deste mês. Vale ressaltar que não significa que os casos aconteceram neste intervalo de tempo. A situação pode ser ainda pior. Ainda estão sendo investigados outros 66 óbitos. O número de casos prováveis – que engloba os confirmados e os suspeitos – já ultrapassam 165,8 mil.

A epidemia de dengue vem se espalhando rapidamente pelo território mineiro. Do total das mortes, oito aconteceram em Uberlândia, na Região do Triângulo Mineiro. Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, já registra 7 óbitos. Unaí, no Noroeste de Minas, tem duas mortes. Já Arcos, na Região Centro-Oeste, Paracatu, Região Noroeste, Frutal, no Triângulo, e Ibirité, na Grande BH, têm uma morte cada.

Entre as cidades que vem sofrendo com a doença está Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a prefeitura, já foram confirmados 1.559 casos e outros 13.425 estão sob investigação. Não há confirmação de morte no município, mas três óbitos estão sendo investigados.

A doença vem aumentando a cada mês, segundo mostra o boletim epidemiológico divulgado pela SES, e já chega a 165.853 registros. Em janeiro, foram 17.368 casos prováveis. Fevereiro, mais 34.397, março, 69.395. Já em abril, considerado o pior fase das enfermidades transmitidas pelo Aedes aegypti, já são 44.693.

Nas últimas quatro semanas, 188 cidades apresentaram incidência alta ou muito alta de casos prováveis da dengue, o que é considerado epidemia. Outros 109 municípios estão com incidência média no período, além de 280 com baixa incidência.

Emergência



Na última semana, o governador Romeu Zema decretou emergência na saúde pública por causa da dengue. Dos 301 municípios contemplados pelo decreto de emergência, 46,8% apresentam incidência alta ou muito alta de casos prováveis. O decreto é justificado pelo aumento considerável de internações para tratamento da doença em comparação com o ano passado, e também pela necessidade de preparar e instrumentalizar a rede de serviços de saúde para aumentar a vigilância e assistência aos pacientes.

Com o decreto, será possível mobilizar recursos de forma mais ágil para enfrentamento do Aedes aegypti e estruturação de serviços de atendimento às pessoas infectadas pelo vírus causador da doença. O texto do decreto pontua que a epidemia, no contexto de restrição financeira do estado, pode gerar um colapso na saúde pública em razão do aumento da demanda sobre as unidades. De acordo com a publicação assinada pelo governador, a situação de emergência vale por 120 dias e autoriza a adoção de medidas necessárias à contenção da epidemia, “em especial a aquisição pública de insumos e materiais e a contratação de serviços estritamente necessários ao atendimento da situação emergencial”.

Dinheiro


O governo do estado anunciou que, por meio de resolução, a Secretaria de Estado da Saúde destinou R$ 4,18 milhões para as ações de combate à dengue, contemplando, no primeiro momento, 93 prefeituras. Os recursos são aplicados em ações como reforço de despesas com pessoal (entre elas contratação de agentes de controle de endemias e capacitações para profissionais na assistência hospitalar) e custeio e manutenção de atividades, como confecção e reprodução de material gráfico informativo, aquisição de material de apoio para ações de mobilização e mutirões de limpeza de áreas prioritárias.

Os municípios recebem valores para enfrentar o avanço da doença de acordo com a população. Até 25 mil habitantes, o repasse é de R$ 20 mil; de 25.001 a 70 mil habitantes, R$ 40 mil; de 70.001 a 100 mil habitantes, R$ 70 mil; de 100.001 a 400 mil habitantes, R$ 200 mil; e acima de 400 mil habitantes, R$ 400 mil.

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