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Estado de Minas

Rede de monitoramento é criada na Grande BH para evitar ataques a banco

Após 'teste' que permitiu a redução de 77% dos ataques contra caixas eletrônicos na região de Divinópolis, força de monitoramento começa a ser articulada em municípios da RMBH


postado em 20/04/2019 06:00 / atualizado em 20/04/2019 07:34

(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

As estratégias para prevenir a ação de quadrilhas que explodem caixas eletrônicos, crime que tirou o sossego de cidades em todas as regiões de Minas Gerais, se interiorizam. Ao longo da semana, autoridades da Grande BH e do Colar Metropolitano fizeram reuniões para articular a criação de redes regionais de monitoramento de explosões de terminais bancários em agências, comércios e empresas. A expectativa é que os grupos sejam instalados em Sete Lagoas,  onde ocorreu o primeiro encontro, em Contagem e em Vespasiano. Essa política já funciona desde 2018 em Divinópolis, onde a redução dos crimes chegou a 77% na regional, caindo de 18, em 2017, para quatro no ano passado.

A expectativa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) é que 20 municípios nas 19 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) abriguem esse sistema, permitindo uma prevenção mais efetiva, tendo-se em vista a extensão do território de Minas Gerais, quarto maior do Brasil. O estado é ainda o que tem maior número de municípios (853) e onde se encontra a mais extensa malha rodoviária. As redes contam com 13 instituições de segurança das esferas federal e estadual, sob a coordenação da Sesp. Os crimes também caíram no estado, passando de 252, em 2016, para 191, em 2017 (-24%) e para 95 (-50%) no ano passado.

Na terça-feira, as autoridades regionais receberam a cúpula da inteligência da Sesp para a apresentação do protocolo integrado de atuação no combate aos ataques. “Esse combate (aos ataques a caixas eletrônicos) é uma das prioridades. Há um protocolo contra as quadrilhas armadas desde 2016. Estamos justamente tirando da gaveta e consolidando as ações pelas Risps 19”, afirma o subsecretário de Integração da Sesp, coronel Etevaldo Luiz Caçadini.

Segundo ele, um dos objetivos já cumpridos foi viabilizar os grupos nas regiões do Triângulo (Uberaba e Uberlândia) e Sul de Minas (Pouso Alegre e Lavras), por serem áreas onde a criminalidade interestadual vem agindo com mais efetividade. “Essas regiões são as piores, pois temos o ingresso de quadrilhas do Mato Grosso, de Goiás e de São Paulo. Esses protocolos estão sendo colocados na mesa para fortalecer em todas as Risps a integração com as demais forças de segurança pública e demais parceiros”, disse Caçadini.

O grupo de coordenação da Sesp informa ter uma “forte atuação na área de inteligência, fazendo o mapeamento do modus operandi dos criminosos e a identificação de quadrilhas. De forma integrada, as apurações da inteligência se transformam em operações repressivas e preventivas”. “Em Uberlândia e Uberaba, tivemos grande repercussão, já um efeito desse trabalho. Conseguimos grandes apreensões de dinamite e isso desestimulou uma grande quadrilha que estava focada em ataques na região”, destaca o subsecretário.

Somando as características e recursos das várias instituições e corporações, o secretário espera conseguir também desestimular as quadrilhas. “Cada força tem peculiaridades e protocolos. Estamos justamente levando o fortalecimento, se a PM só possui dois carros num lugar, a Civil dois e Gaeco um, nossa integração fortalece essa imagem de força-tarefa vai desestimulando os olheiros que checam os alvos das quadrilhas nas cidades”.

As redes de monitoramento contam com 13 instituições de segurança das esferas federal e estadual, sob a coordenação da Sesp, com a participação de corporações como a Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público, Corpo de Bombeiros Militar, Exército, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Abin, Associação de Bancos do Estado de Minas Gerais, Associação Brasileira de Bancos, Febraban e Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap). “Foi muito importante integrar parceiros como a Febraban. Criamos grupos de redes sociais específicos, que são acionados sempre que um ilícito ocorre. Com isso, podemos saber, no mesmo instante, se um crime está em andamento, como cercar esse problema”, afirma. A previsão é de que os grupos atuem também em Barbacena, Betim, Curvelo, Governador Valadares, Juiz de Fora, Montes Claros, Passos, Teófilo Otoni, Unaí e Varginha.


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