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Estado de Minas

PF apreende celulares e tablets em ação por apuração da tragédia de Brumadinho

Entre os endereços visitados pelos agentes está a casa do executivo Fábio Schvartsman, presidente afastado da Vale


postado em 16/04/2019 17:45 / atualizado em 16/04/2019 17:55

Tragédia em Brumadinho já deixou 228 mortas e outras 48 seguem desaparecidas(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Tragédia em Brumadinho já deixou 228 mortas e outras 48 seguem desaparecidas (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Mais uma etapa das investigações que apuram o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi cumprida nesta terça-feira. Policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão. Entre eles, na casa do executivo Fábio Schvartsman, presidente afastado da mineradora. Foram apreendidos, nos imóveis visitados pelos agentes,  documentos, mídias, celulares, pendrives e tablets. Ninguém foi preso.

Desde o início da manhã desta terça-feira, agentes da PF foram para as ruas cumprir os mandados de busca e apreensão. Foram visitados dois endereços em Belo Horizonte, um em Nova Lima, na Grande BH, outro em São Paulo, onde está localizada a casa de Schvartsman, e mais um no Rio de Janeiro.

Na fase das investigações que apuram as causas do rompimento da barragem de Brumadinho, 13 pessoas chegaram a ser presas. Sendo, 11 funcionários da Vale e dois engenheiros da consultoria alemã Tüv Süd. Porém, eles foram soltos por força de habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O rompimento da barragem aconteceu em 25 de janeiro deste ano. A tragédia já deixou 228 pessoas mortas. Outras 48 seguem sendo procuradas. O número de pessoas que estão sendo procuradas caiu nos últimos dias. Os nomes foram retirados por motivos diversos, como erros de grafia, acréscimos errados de sobrenomes, duplicação, pessoas que não estavam desaparecidas e foram encontradas, além de tentativas de estelionato de indivíduos que queriam receber, indevidamente, as indenizações.

Desmembramento



A PF desistiu de dividir o inquérito que investiga a tragédia em duas partes. Em março, a corporação divulgou que havia a possibilidade de desmembrar as apurações em frentes diferentes. A primeira sobre crimes de falsidade ideológica e de documentos, e a segunda dos crimes de homicídio e ambientais.

Porém, segundo a PF, as investigações serão mantidas no inquérito original, “em virtude de fatos novos que tornaram necessária a manutenção dessa união apuratória”.


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