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Estado de Minas

Belo Horizonte registra primeira morte por gripe H1N1 em 2019

A confirmação foi feita pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) em boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira


postado em 16/04/2019 13:50 / atualizado em 16/04/2019 16:39

Vacinas contra a gripe já estão disponível para o público-alvo nos postos de saúde(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Vacinas contra a gripe já estão disponível para o público-alvo nos postos de saúde (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

A temporada de frio se aproxima de Minas Gerais. E, junto a ela, um alerta: o aumento de casos de gripe. O estado já registrou, até esta terça-feira, 456 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 13 provocados por influenza e outros 31 por outros vírus respiratórios. O H1N1, o mesmo que causou epidemia mundial de gripe suína em 2009, predomina. Inclusive, uma pessoa morreu em Belo Horizonte, depois de contrair o vírus. Uma forma de prevenir e atenuar os vírus é através da vacinação. Doses estão a disposição do público-alvo em todas as unidades básicas de saúde.

Boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) mostra a situação em Minas Gerais. Desde o início deste ano, foram 13 casos de SRAG provocados pelo Influenza (gripe), nove somente em Belo Horizonte. Destes, 11 foram provocados pelo H1N1. Outro por Influenza A não subtipado e um por Influenza B.

No período, foram notificadas 41 mortes por SRAG, aproximadamente 9% do total de casos. Destes, 41 pacientes passaram por exames que não detectaram a presença de nenhum outro vírus respiratório associado e um foi confirmado o vírus H1N1. A morte, segundo a SES/MG, aconteceu em Belo Horizonte.

No estado, foram registrados três surtos de síndrome gripal, que é caracterizado por ocorrência de ao menos três casos em ambientes fechados ou restritos, em um intervalo de até sete dias. Todos eles foram em população indígena, sendo todos da etnia Maxakali. Foram dois surtos aconteceram em Bertópolis, e outro em Ladainha, ambas cidades na Região do Vale do Mucuri.

Proteção


Uma forma de evitar a gripe e/ou atenuar os seus sintomas é por meio da vacina. Neste ano, Minas Gerais terá que vacinar 6 milhões de pessoas para alcançar a meta estabelecida pelo Ministério da saúde. Belo Horizonte terá que imunizar 870,4 mil moradores. A campanha foi antecipada. Na capital mineira, vai acontecer de 10 de abril até 31 de maio. As vacinas estão à disposição da população nos 152 centros de saúde da cidade. Para se vacinar, é preciso apresentar o cartão e documento de identidade.

Devem se vacinar adultos com 60 anos ou mais de idade, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, professores das escolas públicas e privadas, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além de crianças de 6 meses a menores de 6 anos.

Até dia 18, serão priorizadas crianças e gestantes, grupos mais vulneráveis às complicações causadas pela influenza. Quatro dias depois, será aberta para os demais públicos-alvo.

Gestantes e crianças de 6 meses até 5 anos, 11 meses e 29 dias são os que mais preocupam a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) em relação a vacinação contra gripe. Isso porque o índice vem caído de pessoas protegidas nessas categorias, que é considerada prioritária no estado. Em 2019, o público que deve receber a vacina é de, aproximadamente, 6.018.977 mineiros - o que representa a meta de 90% da população.

A cobertura vacinal atingida pela campanha contra influenza em 2018 ficou em 95,8%. Embora esse número supere a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, de 90%, as crianças alcançaram apenas 83,53% e as gestantes 85,12%.

Fique de olho!


De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas inicial do influenza começam com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, fadiga e tosse seca. Em alguns casos, o doente apresenta ainda vômitos e diarreia. “A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios, como a tosse e outros, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre.” A pasta informa também em sua página na internet que pode haver complicações, necessitando a internação hospitalar. Como os sintomas parecem com resfriados, o ministério indica que aos primeiros sinais,deve-se procurar um médico. Para prevenir, a vacinação.


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