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Estado de Minas

Após acordo com a Vale, Mariana vai revogar decreto de calamidade financeira

Segundo o prefeito Duarte Júnior, a decisão foi tomada após reunião com a direção da Vale, dona das minas de Alegria e Fábrica Nova, ambas fechadas. A empresa afirmou que vai manter um aporte financeiro temporário


postado em 01/04/2019 15:56 / atualizado em 01/04/2019 16:07

Rompimento da Barragem de Fundão atingiu a cidade em novembro de 2015(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Rompimento da Barragem de Fundão atingiu a cidade em novembro de 2015 (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

O prefeito de Mariana, Duarte Júnior, vai revogar, nesta terça-feira, o decreto assinado na semana passada de calamidade financeira. Segundo o administrador municipal, a decisão foi tomada após reunião com a direção da Vale, dona das minas de Alegria e Fábrica Nova, ambas fechadas. A empresa afirmou que vai manter um aporte conceito temporário.

Em entrevista na tarde desta segunda-feira, Duarte explicou que não se trata de recurso referente ao Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que é repassado ao município mensalmente e chega a R$ 6 milhões.

"Estamos fazendo um levantamento para ver quanto deverá ser repassado. Não teremos o CEFEM a partir de junho, então, o aporte será suficiente para um período de, no mínimo, dois meses. Assim, a partir de amanhã (terça-feira), todos os serviços, como marcação de consultas no hospital, cirurgias eletivas, contratação de mão de obra voltam a funcionar normalmente”, afirmou o prefeito.

Dados apresentados pelo prefeito na última semana, mostram que o problema vem se arrastando desde o rompimento da Barragem do Fundão, da Samarco (controlada pela Vale e pela BHP Billiton), em 5 de novembro de 2015, e chegou ao limite com a interrupção das operações da Mina de Alegria. Segundo o prefeito, a arrecadação da cidade era de aproximadamente R$ 30 milhões. Neste ano, caso a situação se mantivesse, a previsão de arrecadação mensal seria de R$ 12,7 mi.


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