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Estado de Minas

Monumento e parque homenageiam vítimas da tragédia da Vale em Brumadinho

Conforme o projeto, o memorial trará em sua base os nomes de todas as vítimas da catástrofe e ficará no centro da cidade


postado em 07/03/2019 06:00 / atualizado em 07/03/2019 08:12

Letreiro com o nome da cidade se transformou em local de peregrinação e homenagens(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press - 12/2/19)
Letreiro com o nome da cidade se transformou em local de peregrinação e homenagens (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press - 12/2/19)


Um monumento para unir afetos, mostrar união e, principalmente, reverenciar a memória dos 186 mortos e até agora 122 desaparecidos na tragédia de rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em 25 de janeiro, em Brumadinho. Por iniciativa da Arquidiocese de BH, será erguido na cidade o Memorial Minas de Esperança. A pedra fundamental foi lançada, com a bênção do marco pelo arcebispo metropolitano dom Walmor Oliveira de Azevedo, quando se completou um mês da catástrofe que comoveu os brasileiros e ganhou destaque na imprensa internacional.

O memorial ficará no Centro de Formação de Líderes, na Rua Alberto Cambraia, 140, no Centro de Brumadinho. De acordo com a arquidiocese, o Minas de Esperança terá 20 metros de altura e contará com seis sinos. O objetivo é que toquem sempre às 12h28, momento em que ocorreu o rompimento da barragem que despejou 12,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério na Bacia do Rio Paraopeba, com soterramento de afluentes, como o Ribeirão Ferro Carvão, e contaminação por rejeitos e metais pesados de um dos principais tributários da Bacia do Rio São Francisco.

Conforme o projeto, o memorial trará em sua base os nomes de todas as vítimas da catástrofe, ocorrida pouco mais de três anos após aquela que era considerada a maior tragédia socioambiental do país, representada pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, na Região Central. A comunidade de Brumadinho pôde conhecer o projeto arquitetônico durante a missa presidida na Matriz de São Sebastião, em Brumadinho, que contou com a presença do núncio apostólico (embaixador do Vaticano no país), dom Giovanni d’Aniello.

PARQUE ESTADUAL Quem visita as áreas atingidas pelo vazamento da barragem da Vale em Brumadinho tem a impressão de que muitas delas se transformaram num grande cemitério, tal a quantidade de lama que sepultou vidas, casas, árvores e bens particulares. Diante da terra arrasada, muitas pessoas se emocionam e, independentemente da convicção religiosa, ficam em silêncio, em sinal de respeito ou rezando em homenagem aos mortos e desaparecidos. A pergunta da maioria é sobre o que será feito na região devastada.

Recentemente, em entrevista ao Estado de Minas, o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Luiz Gomes Vieira, disse que uma das ideias é que a região atingida pelo rompimento da barragem se torne um memorial em forma de parque. “Um lugar de paz, onde as pessoas possam ir, rezar, enfim, reverenciar a memória dos mortos e desaparecidos. E, assim, nunca deixar que a tragédia seja esquecida”, afirmou.

Já na entrada de Brumadinho, um local que se tornou símbolo da tragédia continua alvo de visitação e de orações. Trata-se do nome da cidade em letras de concreto, pintado de branco, que recebeu cruzes, velas, bandeiras, nomes das vítimas, flores e outros objetos que mostram a saudade e a certeza de que nada será esquecido.

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