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Estado de Minas

Voluntários oferecem serviços para aliviar sofrimento e aumentar alegria da comunidade de Córrego do Feijão

Os serviços foram articulados por um grupo de amigos de Brumadinho, que se solidarizaram após a tragédia, e também membros da comunidade atingida pela barragem


postado em 04/02/2019 18:37 / atualizado em 04/02/2019 18:49

Voluntários atenderam a população nesta segunda-feira(foto: Túlio Santos/EM/D.A.Press)
Voluntários atenderam a população nesta segunda-feira (foto: Túlio Santos/EM/D.A.Press)

Corte da cabelo, serviços de manicure, massagem e podologia são algumas das opções que moradores da comunidade de Córrego do Feijão, distrito de Brumadinho atingido pelo rompimento da barragem da Vale, encontraram nesta segunda-feira para aliviar a dor que tomou a comunidade após o rompimento do reservatório que matou até agora 134 pessoas e deixa outras 199 desaparecidas.

Os serviços foram articulados por um grupo de amigos de Brumadinho, que se solidarizaram após a tragédia, e também membros da comunidade atingida pela barragem. “É um movimento de lazer e serviços para distrair e movimentar a comunidade. A gente também conversa e vê se eles gostariam de alguma coisa específica”, diz uma das envolvidas na articulação das atividades, Bárbara Barreto.

Voluntários de diferente áreas participam das atividades oferecendo serviços, como a podóloga Maria dos Anjos Alves da Silva, de 50 anos, que levou uma turma de sete podólogas, das quais três também massoterapeutas, para fazer massagens e tratar os moradores da comunidade. “Eu tenho muito prazer em fazer esse serviço, porque é uma forma de distração que trazemos para a comunidade. A vida continua e eles não podem parar. O tratamento nos pés aumenta a autoestima e a massagem libera hormônios da alegria”, afirma.

Diversos moradores foram recebidos pelos voluntários(foto: Túlio Santos/EM/D.A.Press)
Diversos moradores foram recebidos pelos voluntários (foto: Túlio Santos/EM/D.A.Press)


Uma das pessoas que testou o tratamento para os pés foi a estudante Izabela Xavier, 16 anos. “Gostei muito dessas atividades. Apesar do clima ruim, é uma oportunidade para arejar a mente e tentar pensar em outra coisa. A comunidade estava precisando disso, principalmente nesse momento em que muitas pessoas ainda estão desaparecidas”, diz ela.


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