Publicidade

Estado de Minas

Prefeito isenta Brumadinho de culpa e transfere responsabilidade para Vale e governo estadual

Segundo Avimar de Melo, o Neném da Asa (PV), licença concedida pela Semad servia como base para fiscalização do Executivo municipal, que só verificava as condições da barragem da Vale


postado em 27/01/2019 15:53 / atualizado em 27/01/2019 16:01

(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)


O prefeito Avimar de Melo, o Neném da Asa (PV), colocou toda a culpa do desastre de Brumadinho na mineradora Vale, responsável pela barragem do Córrego do Feijão, e no governo do estado. Segundo ele, a Defesa Civil do município fiscalizava a operação da mina de acordo com as especificações pontuadas na licença concedida pela Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Desenvenvolvimento Sustentável (Semad). 

"As licenças para uma barragem funcionar são todas expedidas pelo estado. A gente só dá anuência para ela operar. A Vale também foi incompetente demais de deixar isso acontecer. Nós estamos a 90 quilômetros de Mariana", disse o chefe do Executivo. 

Sobre os abalos financeiros, Neném da Asa disse que 65% dos impostos arrecadados pelo município vêm da Vale. "Somos uma cidade que vive do minério. Isso vai destruir a cidade com a arrecadação. Nós não teremos como dar atenção para a saude e para a educação", afirmou. 

Ver galeria . 34 Fotos Rompimento de rejeitos da Barragem 1 da Mina Feijão, da Mineiradora Vale, em Brumadinho, Grande BH Alexandre Guzanshe/EM/D.A press
Rompimento de rejeitos da Barragem 1 da Mina Feijão, da Mineiradora Vale, em Brumadinho, Grande BH (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A press )


De acordo com Avimar de Melo, a prefeitura vai brigar para que a Vale pague os salários de todos os funcionários da empresa. Inclusive daqueles que estavam fora do expediente. 

Ainda segundo o prefeito, uma multa de R$ 100 milhões foi enviada à Vale. Apesar de lamentar a dependência do município com a empresa, ele garantiu que a mineradora vai continuar a pagar os impostos ao município nos próximos anos, independente do embargo de funcionamento.

(foto: Arte EM)
(foto: Arte EM)


Publicidade