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Estado de Minas

Último desaparecido por causa de tromba d'água no Sul de Minas chega vivo em casa

Após três dias, rapaz atingido por tromba d'água em rapel volta andando para casa


postado em 25/12/2018 20:51 / atualizado em 25/12/2018 22:23

(foto: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)
(foto: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)
Um homem que desapareceu após tromba d'água atingir cachoeira em São João Batista do Glória, Sul de Minas, chegou vivo em casa, em Passos, nesta terça-feira, 25. A informação foi confirmada pelos bombeiros responsáveis por três dias de buscas pelas seis vítimas do temporal. Cinco foram encontradas mortas.

Eduardo Gomes Moraes, 35 anos, se refugiou numa gruta após conseguir escapar do temporal, que atingiu a cabeceira do rio na Serra da Canastra, e andou durante três dias até chegar numa fazenda próxima à cachoeira Zé Pereira, onde praticava rapel. Ao chegar na sede, o fazendeiro o levou de carro até a casa dos familiares, em Passos. 

Segundo o Sargento Luiz, do Corpo de Bombeiros, a vítima se encontra em bom estado e foi encaminhada para a UPA da cidade apenas para fazer exames referentes ao tempo que ficou exposta ao sol e sem alimentação. 

Leonardo Gomes Moraes agradeceu pela vida do irmão que apareceu em casa após três dias agoniantes sem notícias de Eduardo. 
 
 
TROMBA D'ÁGUA 

Na tarde de sábado, um temporal na Serra da Canastra, onde nascem afluentes que chegam a diversos rios na região, gerou o grande volume de água que surpreendeu oito pessoas em cursos d’água nas cidades de São João Batista do Glória, no Sul de Minas e São Roque de Minas, no Centro-Oeste do estado. Embora em regiões administrativas distintas, os municípios são vizinhos e ficam na área de influência do parque nacional da Canastra.

De acordo com Corpo de Bombeiros, em São João Batista do Glória as consequências do temporal surpreenderam seis pessoas que estavam na Cachoeira do Zé Pereira. Quatro delas (Mariana, Alexsandro, Maurílio e Gustavo) praticavam rapel e, possivelmente, segundo o sargento Anderson Marcos, foram pegas pela correnteza quando desciam um paredão de 20 metros, próximo à queda d’água. Já o casal Pollyana  e Eduardo nadavam em um poço acima da cachoeira quando foram arrastados. 

O sargento Anderson Marcos explicou que o primeiro chamado foi gerado em relação a Pollyana. Uma testemunha viu quando ela foi arrastada pela água. Eduardo tentou resgatá-la, mas não conseguiu. “Eduardo ficou preso nas pedras e não conseguia sair. A testemunha, em uma área mais distante, deixou o local para buscar algum tipo de socorro. Quando voltou, já não viu mais Eduardo”, explicou o militar. “Os banhistas estavam em uma área de risco, muito escorregadia”, afirmou. Durante a busca que os militares souberam  do grupo que praticava rapel. 

Ainda segundo apuração dos bombeiros, a cachoeira onde o grupo estava é um local particular, de acesso proibido, e não há avisos sobre os riscos de nadar na área em caso de chuva.
 

Mortes em São Roque 

Segundo o sargento Anderson Marcos, a mesma tempestade provocou a tromba d’água que atingiu São Roque de Minas. Na cidade, a Polícia Militar foi acionada por populares e encontrou os corpos de duas adolescentes que desapareceram em uma região conhecida como Rio do Peixe: Bethânia de Matos Reis, de 13, e Raphaela Matos dos Santos, de 14.

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