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Estado de Minas

Policiais de SP envolvidos no tiroteio em Juiz de Fora são soltos

Dois delegados e dois investigadores estavam presos na Nelson Hungria e agora devem responder ao processo em liberdade. Troca de tiros deixou dois mortos


postado em 17/12/2018 09:34 / atualizado em 17/12/2018 09:42

(foto: Fernando Priamo/ Tribuna de Minas)
(foto: Fernando Priamo/ Tribuna de Minas)


Os quatro policiais civis paulistas investigados por envolvimento em um tiroteio com policiais mineiros em outubro em Juiz de Fora, na Zona da Mata, foram soltos na noite deste domingo. Eles estavam no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

Na última sexta-feira, ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu liminar de habeas corpus e mandou soltar o delegado Bruno Martins Magalhães Alves. Com a decisão, os investigadores Caio Augusto Freitas Ferreira de Lira e Jorge Alexandre Barbosa de Miranda e o delegado Rodrigo Castro Salgado da Costa também foram beneficiados. Todos vão responder ao processo em liberdade. Nesta segunda-feira, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) confirmou ao em.com.br que os detentos foram liberados por volta das 19h30 de ontem mediante alvará. 

A troca de tiros ocorreu no dia 20 de outubro no estacionamento de um condomínio de consultórios médicos ligados ao Hospital Monte Sinai, em Juiz de Fora. Segundo a Polícia Civil, os policiais davam cobertura a uma transação possivelmente ilegal entre dois empresários. A negociação deu errado quando se descobriu que parte das notas de real que seriam trocadas por dólar eram falsas.

Conforme a Polícia Civil de Juiz de Fora, os policiais de São Paulo estavam fazendo abordagens de armas em punho, quando dois agentes de Minas Gerais teriam se identificado como policiais e tentado rendê-los. Outros policiais paulistas que estavam na retaguarda teriam iniciado o tiroteio. A intensa troca de tiros só parou quando viaturas das polícias Civil e Militar cercaram a área.

A decisão teve como base o pedido de revogação impetrado pelo advogado Leonardo Pantaleão, da Pantaleão Sociedade de Advogados responsável pela defesa dos delegados Bruno Martins Magalhães Alves e Rodrigo Castro Salgado da Costa. O advogado sustentou a "ilegalidade da prisão".

O ministro do STJ, ao concordar com os argumentos da defesa dos delegados da Polícia Civil de São Paulo, estendeu o efeito a todos os demais policiais paulistas presos.

Nessa terça-feira, a Justiça mineira transformou as prisões dos três policiais civis mineiros em preventiva. Encarcerados desde o dia 12 de novembro, os suspeitos estavam presos temporariamente. Além deles, outros três homens tiveram a prisão preventiva decretada.

Defesa


O criminalista Leonardo Pantaleão, que defende os delegados Bruno Martins Magalhães Akves e Rodrigo Castro Salgado da Costa, declarou que a decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça é de, "grande relevância, pois restabelece o equilíbrio processual necessário, capaz de facilitar condições para, durante o tramitar do curso da instrução processual, viabilizar o enfrentamento puramente técnico das respectivas inculpações, o que, indubitavelmente, restaria comprometido com a perpetuação de um encarceramento prematuro, potencialmente violador do princípio da não culpabilidade'. (Com Estadão Conteúdo)

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