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Estado de Minas

Cartas para o Papai Noel dos Correios se esgotam antes da data em Belo Horizonte

As mais de 27 mil cartas de crianças para a campanha já foram distribuídas e funcionários fazem a separação dos presentes. Mas ainda há outras iniciativas e 12 mil pedidos de várias cidades à espera de padrinhos


postado em 05/12/2018 06:00 / atualizado em 05/12/2018 07:59

Presentes pedidos ao Papai Noel lotam caixas em agência dos Correios em Belo Horizonte(foto: Alexandre Guzanshe/EM/DA Press)
Presentes pedidos ao Papai Noel lotam caixas em agência dos Correios em Belo Horizonte (foto: Alexandre Guzanshe/EM/DA Press)


As cartinhas escritas com a grafia de quem ainda apenas começa a dominar as letras chegaram ao destino certo. Este ano, o bom velhinho recebeu, com bastante antecedência, todos os pedidos das crianças de Belo Horizonte endereçados ao habitante mais famoso da Lapônia. A edição 2018 da campanha Papai Noel dos Correios bateu recorde inédito. O prazo para adotar as cartas na capital era até hoje, mas já na semana passada não havia mais nenhuma das 27 mil mensagens enviadas pela meninada. Pela primeira vez, elas estão esgotadas. Mas ainda tem cartinhas no restante do estado. Em toda Minas Gerais, as agências receberam 112 mil, das quais 12 mil estão à espera de um voluntário. Quem quer presentear um pequeno tem ainda outras opções, entre elas a iniciativa do Restaurante Popular de BH.


Na capital, a campanha dos Correios começou no dia 10 do mês passado. O objetivo da ação é responder às cartas das crianças que escrevem ao bom velhinho e, sempre que possível, atender aos pedidos de presentes daquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Além das cartas das crianças que escrevem diretamente ao Papai Noel, são contemplados também aquelas de estudantes das escolas da rede pública e de instituições parceiras, como creches, abrigos, orfanatos e núcleos socioeducativos.


“Foi um grande sucesso e uma ótima surpresa, porque as cartas acabaram muito rápido este ano. Pusemos cartas para durarem um mês e acabaram em 10 dias. Pusemos mais e novamente restou nada. A população aderiu mesmo”, afirma o analista de Correios Wanderley Rinaldo Venturini Filho, da coordenação da campanha do Papai Noel. Além de pessoas físicas, muitas empresas e instituições também entraram no clima de Natal. Somente o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, parceiro da campanha há 10 anos, pegou 1 mil cartas, que também foram adotadas rapidamente.


Não só a expectativa de adoções, como também a de quantidade de cartas recebidas foram superadas. Esperava-se para este ano 24 mil cartinhas – houve 3 mil a mais. Em Minas, a projeção era de um total de 100 mil, mas até o momento 112 mil foram enviadas. Em BH, as pessoas continuam indo às agências em busca de um pedido feito a Papai Noel. “Somos obrigados a dizer que não tem mais. O bom é que as pessoas entendem e ficam felizes, pois é por uma boa causa”, diz o coordenador, que não se lembra de um momento parecido na história da campanha. Para se ter uma ideia, ano passado 1,5 mil cartas em BH e 4 mil em Minas ficaram sem padrinhos. Mas as crianças não ficaram na mão: com doações, os Correios conseguiram suprir o problema e fechou em 137 mil o total de cartas adotadas, pois, como diz Venturini, ninguém fica sem presente.


Para ele, o sucesso se explica pela ampliação dos pontos de coleta. Antes, apenas cinco agências eram engajadas na iniciativa. Ano passado, ela passou a valer em todas as 42 agências de BH. “Isso mostra que muita gente queria participar, mas não o fazia por não ter um ponto de adoção próximo.”

PRAZO E como o bom velhinho realmente não se esquece de ninguém nem quer deixar a entrega dos presentes para a última hora, dado o trabalhão que tem nessa época do ano, ele já começou a entrar em ação. Os 7 mil presentes levados nas agências até agora já começaram a ser deixados no endereço dos remetentes. Aliás, os Correios pedem que os adotantes fiquem atentos ao prazo de entrega: até sexta-feira. Isso porque Papai Noel quer chegar às escolas antes do Natal, no máximo, no dia 20. E como as férias começam antes, há um pacto com as instituições de ensino para que as crianças presenteadas sejam convocadas, juntamente com os pais, para receberem em mãos o que pediram.


Faltam chegar 20 mil presentes, sendo que, desses 7 mil são dados como certo, uma vez que são de cartas adotadas por empresas. Resta selar o compromisso com outras 13 mil cartinhas, cujos pedidos podem ser entregues em qualquer agência dos Correios. “É legal para mostrar o senso de solidariedade e compaixão da sociedade. Dá um alento positivo para a gente, com pessoas comprometidas, que querem fazer algo. O país tem passado por tanta coisa difícil, momentos de dúvidas e complicações, logo, isso é um sintoma de esperança que paira no ar para todo mundo.”

A analista de sistemas Fernanda Moura, de 27 anos, queria adotar uma cartinha, mas não chegou a tempo. “Planejei ir a uma agência no início da campanha, mas não consegui. Quando finalmente tive um tempinho, havia mais nada para mim. Fiquei feliz, pois isso me dá a certeza de que muitas crianças passarão um Natal cheio de alegrias”, afirma. Ela vai procurar uma outra campanha para contribuir.

Outros endereços da solidariedade


 

Se a vontade é grande, mas faltou cartinha, não se preocupe. Outras campanhas em Belo Horizonte estão aí para ajudar o Papai Noel a fazer a alegria da criançada. Doações para o tradicional almoço de Natal do Restaurante Popular já podem ser feitas. Ele é servido, gratuitamente, todos os anos, em 25 de dezembro, há mais de duas décadas. Os donativos podem ser entregues até o dia 21, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, em todas as quatro unidades do restaurante, no Refeitório da Câmara Municipal e também na Rua Goitacazes, 15, Centro. A expectativa é de que este ano sejam servidas cerca de 4 mil refeições.


O cardápio vai incluir lombo ao molho de goiaba, arroz com brócolis, farofa natalina e maionese de legumes. O evento terá ainda música ao vivo, participação do grupo Doutores da Alegria e distribuição de presentes feita pelo Papai Noel. A Prefeitura vai contar com a ajuda de 60 voluntários. Os interessados podem se inscrever pelo telefone (31) 3277-4136.

Este ano, a Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional, organizadora do evento, está arrecadando também doações de material escolar, brinquedos, material de higiene e guloseimas. Todo donativo recebido será distribuído no Restaurante Popular I – Herbert de Souza (Avenida do Contorno, 11.484, Centro), durante o almoço de Natal.


O projeto Árvore do Bem, uma parceria do BH Shopping com a Jornada Solidária Estado de Minas, é outra opção para garantir a realização do sonho de milhares de criança. As quatro árvores da decoração de Natal do centro de compras têm cerca de 1,6 mil nomes de crianças com idades entre 0 e 6 anos. Quem quiser, pode adotar uma delas comprando um presente e depositando ao pé das árvores. Meninos e meninas são das 12 creches beneficiadas pelo programa social.

Os primeiros presentes serão entregues a uma creche no próprio shopping e as crianças vão recebê-los das mãos de Papai Noel. A expectativa é que bem antes do dia 24 todas as crianças já tenham sido adotadas, para que outras creches que já fizeram parte da jornada também possam ser beneficiadas.

SEGURANÇA NO CENTRO As compras dessa época mobilizam as forças de segurança na capital. Equipes da Guarda Municipal de BH que atuam no Hipercentro ganharam reforço anteontem, quando foi dado o início da Operação Natal Seguro, promovida pela Prefeitura. Os agentes atuam no Programa Sentinela e na Operação Viagem Segura e vão intensificar presença nas praças Sete, da Estação e também na Praça Vaz de Melo, na Lagoinha, onde manterá um posto de segurança avançado, denominado Unidade de Segurança Preventiva, como ponto de apoio. O objetivo principal é evitar os furtos e roubos praticados contra pedestres.


Na Sentinela, os guardas fazem o patrulhamento a pé nas praças Sete, a Praça Rio Branco e da Estação. São feitas abordagens a pessoas em atitude suspeita e repressão a crimes. Já a Viagem segura diz respeito à presença da Guarda em ônibus que circulam pela capital e nas estações de integração do Move.


Até o fim do ano, os guardas municipais farão a distribuição de folhetos com dicas importantes de autoproteção contra o ataque de ladrões e também contra a ação de golpistas, que costumam se aproveitar do período que antecede o Natal e o ano novo. A Polícia Militar também já está na rua com reforços – são mais 3 mil militares na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em todo o estado, são quase 5 mil homens a mais.

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