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Estado de Minas

Colégio Santo Agostinho recebe abraço contra processo

Integrantes da comunidade escolar promovem ato público em defesa da instituição, alvo de ação que questiona ideologia de gênero em seu currículo


postado em 29/11/2018 17:45 / atualizado em 29/11/2018 17:53

O ato contou com a presença familiares, alunos, ex-alunos e pessoas da comunidade em geral(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press.)
O ato contou com a presença familiares, alunos, ex-alunos e pessoas da comunidade em geral (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press.)

Representantes de quase 500 pais que assinaram petição contra ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) questionando a suposta inclusão de temas de ideologia de gênero no currículo do Colégio Santo Agostinho se reuniram nesta quinta-feira para um abraço à instituição. O ato contou com a presença familiares, alunos, ex-alunos e pessoas da comunidade em geral e ocorreu nas unidades da Avenida Amazonas (Bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte), Contagem e Nova Lima (na Grande BH). O movimento em apoio à escola provoca também intensa mobilização em redes sociais. E deixou evidente uma divisão no próprio MP que, por meio de representantes de quatro centros de apoio operacionais de promotorias, divulgou nota em apoio à “liberdade de ensino e aprendizagem”, em linha oposta à dos dois promotores de Defesa da Criança e do Adolescente autores da ação contra o estabelecimento de ensino.

Em setembro, a Promotoria de Defesa da Criança propôs contra a Sociedade Inteligência e Coração (SIC), mantenedora do colégio, ação para apurar infração administrativa do estabelecimento de ensino, acusado de divulgar em sala de aula temas ligados à chamada ideologia de gênero. No processo, é pedida a condenação da escola e indenização por dano moral coletivo, no valor correspondente às mensalidades e à matrícula do ano de 2017 de todos os alunos da 3ª à 6ª série do ensino fundamental, nas unidades de BH, Nova Lima e Contagem, sob a alegação de que os alunos foram “expostos a riscos”.

Já os familiares de estudantes que defendem a postura da instituição sustentam que a ação é iniciativa de um grupo minoritário de pais e que seus argumentos não refletem a realidade do ensino ministrado na instituição. Participante do movimento de quinta-feira, Cláudia Brant, professora e ex-funcionária do colégio, criticou o processo contra a instituição e defendeu a liberdade de ensino e uma educação com conteúdo crítico. A escola manteve seu posicionamento, no qual afirma não contemplar em seu projeto pedagógico a ideologia de gênero, como se alega na ação judicial


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