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Estado de Minas

Bebê que foi arrancado da barriga da mãe em João Pinheiro deixa hospital

A criança estava internada Hospital São Lucas, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. A autora do crime, Angelina Ferreira Rodrigues, de 40, foi indiciada pela morte da mãe da garota e outros dois crimes


postado em 29/10/2018 11:41 / atualizado em 29/10/2018 11:50

Mara Cristina Ribeiro da Silva, de 21 anos, estava grávida e foi brutalmente assassinada(foto: Reprodução/Facebook)
Mara Cristina Ribeiro da Silva, de 21 anos, estava grávida e foi brutalmente assassinada (foto: Reprodução/Facebook)

Recebeu alta do Hospital São Lucas, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, o bebê que foi retirado do útero da mãe, Mara Cristina Ribeiro da Silva, de 21 anos, em João Pinheiro, cidade vizinha. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade de saúde, a menina deixou o local no último sábado. A responsável pelo crime brutal, Angelina Ferreira Rodrigues, de 40, foi indiciada pela morte da jovem e outros dois crimes.

O assassinato chocou a cidade de 48,5 mil habitantes. Mara desapareceu em 15 de outubro e o corpo dela foi encontrado no dia seguinte por pessoas que passavam em um matagal próximo ao Km 143 da BR-040, perto de um antigo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). As buscas foram intensificadas depois de Angelina ir a um hospital com uma recém-nascida, junto com o marido, dizendo que a filha era sua. Desconfiados, os funcionários da unidade de saúde acionaram a Polícia Militar (PM) e a mulher acabou confessando o crime.

Em depoimento, cujo teor foi divulgado pela Polícia Civil, Angelina deu detalhes do crime macabro. Ela confessou ter planejado toda a trama para retirar a criança de Mara. De acordo com relato da mulher, primeiro ela informou que atraiu a vítima para um matagal às margens da BR-040. Lá, ela atirou álcool contra o rosto da vítima e a estrangulou com um fio de metal. Ainda segundo a autora confessa, logo depois de enforcar a Mara, ela pendurou o corpo em uma árvore e fez o parto clandestino utilizando uma faca de cozinha. Conforme o depoimento de Angelina à polícia, a vítima ainda estava viva quando a criança foi retirada. As armas usadas no crime ainda estão sendo procuradas.

A mulher disse ainda que depois de assassinar Mara, ela chamou o marido e, junto com o recém-nascido, foi até o Hospital Municipal de João Pinheiro. Ela chegou à unidade de saúde na noite de segunda-feira. A PM foi acionada por funcionários que relatavam a entrada de uma paciente bastante agitada, com uma recém-nascida no colo, afirmando que acabara de dar à luz. Entretanto, de acordo com os funcionários da unidade de saúde, ela caminhava normalmente e se recusou a ser atendida por um médico obstetra, situação incomum em casos de parto.

A autora do crime confessou que queria pegar a criança de Mara(foto: Reprodução da internet/Facebook)
A autora do crime confessou que queria pegar a criança de Mara (foto: Reprodução da internet/Facebook)


Ao chegar ao hospital, policiais militares encontraram familiares em busca da vítima, que afirmaram que Mara estava grávida de oito meses e que a mulher que havia ido à instituição morava com ela desde sábado. Além disso, uma testemunha, que seria vizinha das duas mulheres, disse que por volta das 13h30 daquele dia viu Angelina saindo com Mara e sua outra filha de 1 ano. Com os indícios, Angelina acabou confessando o crime.

Angelina e Roberto tiveram a prisão decretada. A recém-nascida foi atendida no Hospital Municipal de João Pinheiro e transferida para o Hospital São Lucas, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, onde se recuperava de um corte na cabeça sofrido durante as agressões à mãe. Em setembro, Angelina postou foto dela segurando sapatinhos de bebê junto à barriga de grávida e desejando boas-vindas à suposta filha. "Seija (sic) bem-vinda Emanuelley Vitória", escreveu no Facebook.

Indiciamento


O delegado Anderson Rosa da Silva, responsável pelas investigações indiciou Angelina por dar parto alheio como próprio, subtração de incapaz e homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, à traição e mediante emboscada para ocultação de outro crime. O marido de Angelina, Roberto Gomes de Souza, de 57 anos, chegou a ser preso mas não foi indiciado. Segundo a polícia, ficou indicado nos autos que ele realmente não teria participado do crime. O inquérito foi remetido à Justiça.

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