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Estado de Minas

Mulher confessa que grávida estava viva quando retirou bebê dela no interior de Minas

Angelina Ferreira Rodrigues, de 40 anos, confessou o crime em depoimento à Polícia Civil. Ela disse que fez o parto clandestino utilizando uma faca de cozinha


postado em 17/10/2018 15:08 / atualizado em 17/10/2018 15:14

Mara estava desaparecida desde segunda-feira. Corpo dela foi encontrado nessa terça-feira às margens da BR-040(foto: Reprodução/Facebook)
Mara estava desaparecida desde segunda-feira. Corpo dela foi encontrado nessa terça-feira às margens da BR-040 (foto: Reprodução/Facebook)

O casal Angelina Ferreira Rodrigues, de 40 anos, e Roberto Gomes de Souza, de 57, apontados como autores de um crime cruel em João Pinheiro, na Região Noroeste de Minas Gerais, contaram detalhes do assassinato de Mara Cristina Ribeiro da Silva, de 21, que estava grávida e teve o filho arrancado. Angelina afirmou, em depoimento, que atraiu a vítima até a BR-040, onde a estrangulou com o fio de metal. Depois, retirou o bebê da barriga dela enquanto a vítima ainda estava viva, segundo informou a Polícia Civil. Ela e o companheiro vão responder por homicídio qualificado e por dar parto alheio como próprio. Se condenados, podem pegar até 30 anos de prisão.

Mara estava desaparecida desde segunda-feira. O corpo dela foi no dia seguinte por pessoas que passavam em um matagal próximo ao km 143 da BR-040, perto de um antigo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). As buscas foram intensificadas depois que Angelina tinha ido a um hospital com uma recém-nascida junto com o marido. Desconfiados, os funcionários da unidade de saúde acionaram a polícia e a mulher acabou confessando o crime.

Em depoimento, cujo teor foi divulgado nesta quarta-feira pela Polícia Civil, Angelina deu detalhes do crime macabro. Ela confessou que planejou toda a trama para poder retirar a criança de Mara. Primeiro, informou que atraiu a vítima para um matagal às margens da BR-040. Lá, atirou álcool contra o rosto da grávida. Em seguida, contou que a estrangulou com um fio de metal.

Logo depois de enforcar a vítima, Angelina disse que pendurou o corpo em uma árvore e realizou o parto clandestino utilizando uma faca de cozinha. Segundo o depoimento à polícia, a vítima ainda estava viva quando retirou a criança. O objeto utilizado no crime ainda estão sendo procurado.

A mulher disse, ainda, que depois de assassinar Mara, ela chamou o marido e, junto com o recém-nascido, foi até o Hospital Municipal de João Pinheiro. Ela chegou na unidade de saúde, na noite de segunda-feira. A PM foi acionada por funcionários que relatavam a entrada de uma paciente bastante agitada, com uma recém-nascida no colo, afirmando que acabara de dar à luz. Entretanto, segundo os funcionários, ela caminhava normalmente e se recusou a ser atendida por um médico obstetra, situação incomum em casos de parto.

Ao chegar ao hospital, policiais militares encontraram familiares da vítima, que afirmaram que Mara estava grávida de oito meses e que a mulher que havia ido ao hospital morava com ela desde sábado. Além disso, uma testemunha, que seria vizinha das duas mulheres, disse que por volta das 13h30 daquele dia viu Angelina saindo com Mara e sua outra filha de 1 ano. Com os indícios, Angelina acabou confessando o crime.

Angelina e Roberto tiveram a prisão decretada. A recém-nascida foi atendida no Hospital Municipal de João Pinheiro e transferida para o Hospital São Lucas, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. onde se recupera de um corte na cabeça sofrido durante as agressões da mãe.  

De acordo com a Polícia Civil, o casal vai responder por homicídio qualificado e pelo crime de dar parto alheio como próprio. Os dois já foram encaminhados para unidades do Sistema Prisional de Minas Gerais.

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