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Estado de Minas

No Dia Nacional do Surdo, prédio iluminará a Praça da Liberdade de azul

O Espaço do Conhecimento UFMG realiza, durante todo o mês, várias atividades que visam o destaque do deficiente auditivo na sociedade


postado em 25/09/2018 21:09 / atualizado em 25/09/2018 22:35

O azul é a cor símbolo da luta dos surdos(foto: Divulgação/ Espaço do Conhecimento UFMG)
O azul é a cor símbolo da luta dos surdos (foto: Divulgação/ Espaço do Conhecimento UFMG)
Neste 26 de setembro comemora-se o Dia Nacional do Surdo e o Espaço do Conhecimento Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), localizado na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, promove diversas atividades direcionadas à comunidade. Nesta quarta-feira, o local será iluminado de azul, cor símbolo da luta dos surdos.

A cor foi escolhida como ícone da causa, devido ao fato de que nos campos de concentração do nazismo, os surdos eram identificados com uma faixa azul fixada em seus braços. Além disso, a data foi escolhida como Dia Nacional do Surdo, porque foi, em 26 de setembro, fundada a primeira escola de surdos no Brasil, o atual Instituto Nacional de Educação dos Surdos, no Rio de Janeiro.

Setembro Azul

O Espaço do Conhecimento da UFMG vem promovendo neste mês várias atividades que protagonizam o surdo. Na iniciativa, eles são os que palestram e expõem suas artes. Segundo a intérprete de Libras do espaço, Dinalva Andrade, essa inversão de protagonismo é encantador. “É incrível ver o público surdo saindo dessa posição de só observar à cultura majoritária. Agora, eles são protagonistas, realizam oficinas e fazem palestras”, afirmou a tradutora.

Além disso, ela ressaltou também a luta pelas causas dos surdos, principalmente na âmbito cultural. “A luta maior neste dia 26 é por mais acessibilidade nos espaços, essencialmente na parte da cultura, temos poucas exposições e museus com essa acesso.”

Dentre as atividades realizadas no museu, está a palestra da primeira e única professora surda da Universidade Federal de Minas Gerais, Michelle Murta. Na ocasião, ela explicou sua dinâmica na faculdade e as barreiras que ela sofre na profissão.

A iniciativa vai até este fim de semana e é aberto para todas as pessoas.

*Estagiário sob supervisão da subeditora Regina Werneck

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