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Estado de Minas

Copasa desmente que Montes Claros voltaria com racionamento depois das eleições

Depois do anúncio do fim do racionamento, no último dia 13, mensagens nas redes sociais diziam que 'fim do racionamento' seria apenas uma medida para 'atender interesses políticos'


postado em 21/09/2018 13:19 / atualizado em 21/09/2018 13:29

(foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)
(foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)

A Copasa divulgou nota de esclarecimento, nesta sexta-feira, em que afirma que é falsa a informação que circula em redes sociais, de que o racionamento no abastecimento de Montes Claros (404,8 mil habitantes, Norte de Minas) retornará após as eleições de outubro. No comunicado, a companhia reafirma que o fim do rodízio no fornecimento de água no município é definitivo.

A Copasa anunciou o fim do racionamento de água em Montes Claros no último dia 13, após quase trê anos de restrição.  O rodízio no fornecimento de água  foi iniciado em outubro de 2015, devido à redução do volume da Barragem do Rio Juramento/Sistema Rio Verde Grande, responsável por 65% do abastecimento da população do município. Na ocasião, devido à falta de chuvas na região, o nivel do reservatório diminuiu para 15%, o mais da história desde que foi construído (em 1982).

A justificativa da empresa para a normalização do abastecimento foi a entrada em operação da adutora do Rio Pacuí, cujas obras, iniciadas em agosto de 2017, custara R$ 88 milhões. Foram construídos 56 quilômetros até o ponto de captação do Pacuí, a 56 quilômetros de distância de Montes Claros.

A empresa informou que o Sistema Pacuí está fornecendo para a cidade 150 litros por segundo e que a população também passou a receber água de 22 poços tubulares (100 litros por segundo), somados a 400 litros da Barragem do Rio Juramento e mais a captação do Sistema Porcos/Pai João/Lapa Grande (em torno de 250 litros por segundo). Com isso, a quantidade de água distribuída no município alcançou 900 litros por segundo, o que permitiu o fim do racionamento, garante a Copasa.

No entanto, tão logo foi anunciado a regularização do abastecimento, passaram a circular nas redes sociais que o “fim do racionamento” seria apenas uma medida para “atender interesses políticos”, com a restrição no fornecimento de água devendo retornar após as eleições. Também circula em grupos de WhatsApp um vídeo de um morador da região do Rio Pacuí, que sustenta que o manancial não tem vazão suficiente  fornecer  água para o abastecimento de Montes Claros, sobretudo em função da redução do seu volume, devido à falta de chuvas na região. A  informação  é rebatida pela companhia de abastecimento.

Na nota divulgada nesta sexta-feira, a Copasa diz que  “a demanda de água na cidade de Montes Claros atualmente é de 900 litros por segundo (l/s), em média. Com a captação no Rio Pacuí; na barragem de Juramento e na Estação de Tratamento de Água de Morrinhos, além da captação em poços profundos, nossa capacidade de produção é suficiente para o atendimento à demanda, o que permite tecnicamente garantir uma margem segura para o abastecimento do município, eliminando a necessidade de rodízio”.  A companhia reitera ainda o pedido para que a população  mantenha  “um consumo consciente, sem desperdícios”.

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