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Estado de Minas

Grande BH tem ao menos 30 casos suspeitos de sarampo

Nenhum caso da doença foi confirmado em Minas Gerais neste ano. Exames foram feitos no paciente e seguem sendo analisados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Sábado terá mais um dia de reforço na vacinação contra o sarampo e a poliomelite


postado em 30/08/2018 14:12 / atualizado em 30/08/2018 14:21

Criança é vacinada em centro de saúde de Belo Horizonte: com índice de imunização abaixo da meta, capital adere ao novo dia D, no sábado(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press.)
Criança é vacinada em centro de saúde de Belo Horizonte: com índice de imunização abaixo da meta, capital adere ao novo dia D, no sábado (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press.)

Os números de casos suspeitos de sarampo na Região Metropolitana de Belo Horizonte não param de aumentar a cada dia. Há ao menos 30 notificações da doença sendo investigadas. Somente na capital mineira são 25 pacientes com sintomas. Materiais para exames já foram coletados e estão sendo analisados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Mesmo com as crescentes notificações, a população não está procurando os postos de saúde para se vacinar. A campanha nacional de vacinação contra o sarampo e a poliomelite termina oficialmente amanhã, mas, por causa da baixa cobertura vacinal em Minas Gerais, municípios que ainda não alcançaram a meta de 95% farão um novo dia D, no sábado. BH já confirmou que vai realizar a ação. O público-alvo serão crianças de 1 a 4 anos, 11 meses e 29 dias. Pessoas com idades superiores devem procurar as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a semana.

A prefeitura informou que todos os centros de saúde da capital vão abrir, das 8h às 17h, exclusivamente para a vacinação contra pólio e sarampo na faixa etária alvo da campanha, que totaliza 109.438 crianças. A meta é vacinar 95% delas. Também serão abertos postos extras no Boulevard Shopping, Parque Municipal, Serviço de Atenção ao Viajante e BH Shopping. Até o momento, 61,4% das crianças na faixa alvo receberam a dose contra pólio. Já contra o sarampo, foram 61,3%. Foram aplicadas 67.196 doses contra pólio e 67.034 doses contra o sarampo. Mesmo as crianças com as doses completas dessas vacinas devem receber o reforço da campanha.

As notificações do sarampo preocupam, apesar de Minas Gerais ainda não ter confirmado nenhum caso da doença neste ano. Último balanço da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado em 22 de agosto, mostra que foram 169 registros suspeitos, sendo que 127 foram descartados por exames laboratoriais. Em BH, a Secretaria Municipal de Saúde recebeu 30 notificações. Destas, cinco foram descartadas e 25 estão em apuração. Os últimos casos autóctones – quando a doença é transmitida dentro do município – ocorreram em 1997.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, outras cidades também registram casos suspeitos. Em Caeté, são três em investigação. Em Nova Lima, dois. Uma das notificações é de uma criança de 7 meses, moradora do Bairro Chácara Bom Retiro. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura local, o bebê já teve alta. O outro caso suspeito é de um paciente de 5 meses, que mora no Bairro Santa Rita. Ambos os casos estão sendo analisados pela Funed.

A forma mais eficaz para se prevenir contra o sarampo é por meio da vacinação. Apesar de as doses estarem disponíveis durante todo o ano nas unidades básicas de saúde, a cobertura vacinal ainda não atingiu a meta na maioria dos municípios mineiros. Em Belo Horizonte, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), a cobertura vacinal está em 61,3% para crianças entre 1 e 4 anos, 11 meses e 29 dias. Devido à baixa procura, a pasta iniciou, em julho, a busca ativa pelos moradores não imunizados. Além disso, as crianças estão sendo vacinadas nas Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis).

O esquema vacinal contra o sarampo para crianças é de uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses (a tetraviral) de idade. Para as pessoas de até 49 anos que não cumpriram esse esquema, o Ministério da Saúde preconiza, até os 29 anos, duas doses da tríplice ou tetraviral. E dos 30 aos 49 anos, dose única da tríplice ou tetraviral.

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